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Blog do Daltozo
 


 

Um livro é como um filho. Quando ele sai da maternidade (no caso, da gráfica que o imprimiu), o pai (no caso, o autor) fica lambendo a cria. Olha, revira, fica feliz se tudo saiu a contento, se as fotos reproduzidas nas páginas ficaram ótimas, se o papel escolhido foi o mais adequado, se a capa ficou bonita e vistosa. Agora é esperar que as vendas cubram os custos e que os adquirentes também tenham a mesma grata satisfação que tive ao produzi-lo.  Melhor ainda é receber elogios das pessoas que compraram o livro. Muitas disseram que os textos e fotos fizeram recordar os bons anos da infância vivida na roça. Outros disseram que o livro trouxe à memória coisas e objetos que estavam escondidos nos escaninhos da mente.

Um e-mail recebido de um amigo paulistano, ele também autor de vários livros, foi um grande incentivo para continuar a oferecer aos martinopolenses livros cada vez mais aperfeiçoados. Reproduzo suas palavras:

"Caro amigo Daltozo, Parabensíssimos!!! Este "Costumes e Tradições Rurais" era um livro que faltava ser escrito. Nunca vi nada igual, tive a gostosa sensação de estar em muitas de suas páginas. Na minha infância passei muitas férias na fazenda do meu nonno materno, João como eu. Ele não era fazendeiro, morava em São Paulo, mas tinha fazenda em Araçatuba (em verdade Guatambú, entre Araçatuba e Birigui) e lá ia eu, de trem, com meus pais, fazendo baldeação em Bauru, onde lembro do susto e do mau humor de ser acordado no meio da noite e ter que descer na estação iluminada como uma árvore de Natal, barulhenta e fumacenta como ela só. Passava férias com cheiro, gosto e barulhos das páginas do seu livro.Até o primeiro amor por uma menina caipirinha, a Marina (hoje prefiro a caipirinha propriamente dita), foi lá que eu tive. Eu tinha uns nove anos, ela uns oito. Mas que gosto doído! Seu livro, só de folhear, já abriu uma cortina na minha mente que estava há muito tempo fechada. Até quase chego às lágrimas (ou melhor, cheguei mesmo às lágrimas) quando vejo tanta coisa atrás dela, de que nem me lembrava mais. Você me fez lembrar de meus pais, de meus avós e da Marina, fora os amigos que era triste deixar quando acabavam as férias: meninos da roça, peões, colonos, velhinhos contadores de histórias de assombração no pasto e no cafezal. Acho que, como aconteceu comigo, seu livro vai mexer com o coração de muita gente. Devo dizer a você não um simples parabéns, mas um "Deus te abençoe". Você mexeu com meu coração. Um abração do João Gerodetti."

Locais de venda do livro em Martinópolis: Banca de Revistas da Rodoviária, Restaurante Ouro Verde, Posto Estrela, Foto Muito Bom, Papelaria do Vadinho, Vó Iza Multiloja, Padaria Terere, Mart-Flex, CCAA, AABB, Padaria Doce Momento (antiga Doce Arte), RD Informática, Paróquia Santa Bibiana, Panificadora Marini, Massa X, Escritório Gilson Rigolin e Bazar Sanji Morigaki.


 

 



Escrito por José Carlos Daltozo às 12h49
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Já foi finalizado, na Editora Impress, em Presidente Prudente, especializada na edição de livros e apostilas, meu novo livro. Contendo 128 páginas, em papel couchê, ilustrado com mais de 150 fotos, tem o título de COSTUMES E TRADIÇÕES RURAIS. Neste décimo livro relato tudo que havia antigamente nos sítios e fazendas e estão desaparecendo com o progresso. Por exemplo, pilão, roda d'água, monjolo, fogão a lenha, chuveiro Tiradentes, fritar e conservar carne na gordura derretida, conservar linguiça em varal acima do fogão a lenha, curandeiro, parteira, benzedeira, professora rural, arado manual, festas juninas, lavar roupa no riacho, crendices e superstições, ditados populares, enfim, dezenas de outras abordagens.

Acredito que o livro será lido com satisfação por aqueles que viveram ou ainda vivem na zona rural, também por aqueles que só ouviram falar mas gostarão de saber como foi sacrificada a vida de seus antepassados.

Meus livros anteriores são: MARTINÓPOLIS, SUA HISTÓRIA E SUA GENTE editado em 1999, BANCO DO BRASIL - 50 ANOS EM MARTINÓPOLIS (2002), ÁLBUM HISTÓRICO E FOTOGRÁFICO DE MARTINÓPOLIS (2004), CARTÃO POSTAL, ARTE E MAGIA (2006), LOJA MAÇÔNICA 3 DE MAIO (2007), NOS TRILHOS DA HISTÓRIA (relatos e fotos da E. F. Sorocabana, em 2008), UM NOVO AMANHÃ (sobre imigrantes japoneses, em 2008), SESSENTA ANOS SEMEANDO CONHECIMENTO (sobre a escola mais antiga da cidade, em 2010) e FAZENDA SÃO JOSÉ (também em 2010). Dois desses livros não foram vendidos ao público, foram feitos por encomenda de uma entidade (no caso da Maçonaria) e da família Junqueira (Fazenda São José), distribuídos por eles aos integrantes, parentes e amigos. Todos os livros estão esgotados há tempos. Todos tem boa quantidade de fotos antigas, dentro de cada tema abordado. Dizem que uma boa foto vale mais que mil palavras, percebo que um bom número de pessoas que adquirem meus livros querem mesmo é ver as fotos, se tem algum parente ou conhecido entre os retratados nos livros, ver os costumes, os carros, as empresas antigas, os esportes, a vida social e religiosa, a política, os hábitos, enfim, o modo de vida da cidade em todos os seus aspectos.

Não pretendo parar de publicar livros. O próximo talvez seja a biografia de um empresário paulistano, nascido em Martinópolis, estamos em contato para que eu dê prosseguimento ao projeto, uma vez que fiz algumas pesquisas e entrevistas há vários anos. Outro projeto que tenho em mente é uma sequência do primeiro livro, "Martinópolis, sua história e sua gente". Não será simplesmente uma segunda edição atualizada, porque não teria vendas suficientes para pagar os custos. Por isso vou refazê-lo em outro formato, como um "DICIONÁRIO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE MARTINÓPOLIS", onde as pessoas encontrarão as informações em ordem alfabética. Por exemplo, se procurar a história da Santa Casa, vai direto na letra S. Se pesquisar sobre a Usina Laranja Doce, na letra U. Se quiser saber a história do Teçaindá, na letra T. A história da Prefeitura será na letra P e assim por diante, serão centenas de tópicos, históricos e geográficos. Inclusive biografias resumidas das pessoas que são nomes de ruas na cidade.

"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer", diz uma famosa música. Portanto, mãos à obra e vamos em frente. O livro já está à venda nos locais tradicionais, como a banca de revistas da Rodoviária, o Restaurante Ouro Verde, entre vários outros lugares. Também poderá ser solicitado pelo Correio, para os que residem em outras cidades, basta enviar e-mail para jcdaltozo@uol.com.br ou telefone 18 - 3275.1168, darei as dicas de onde depositar o valor do livro mais despesas postais.

 

 



Escrito por José Carlos Daltozo às 12h48
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Ser aposentado não é definhar, não é esperar a morte, não é deixar de lado a vida cotidiana. É, no meu entender, um período de realizações pessoais ainda maiores do que quando no trabalho convencional. É ter tempo de "viver a vida" em sua plenitude, sem relógio, sem patrão, fazendo o que gosta. Podemos considerar a aposentadoria como apenas uma etapa da vida, a exemplo da infância, adolescência, maturidade e velhice. Aposentar-se é ter criado condições de parar de trabalhar num determinado emprego ou atividade econômica, após cumprido um certo número de anos contribuindo com um instituto de previdência governamental ou particular e receber de volta, mensalmente, valores equivalentes ao que contribuiu.

Eu trabalho desde os onze anos de idade, logo após ter concluído o famoso curso de datilografia. Meu pai me levou a um escritório de contabilidade quando morávamos em Rinópolis-SP e disse ao proprietário se não estava precisando de um garoto para tarefas triviais, que eu tinha "diploma de datilografia", como se fosse algo extremamente importante. E na época até que era. O dono do escritório riu, disse que estava precisando de alguém com um pouco mais de idade mas, se eu realmente soubesse datilografar, podia me contratar. Deu uma folha em branco, indicou uma máquina de escrever e dobrou um jornal numa notícia qualquer, pedindo que eu copiasse. Ele gostou e assim fui contratado. Dois anos depois, mudamos para Tupã-SP e fui trabalhar em outro escritório de contabilidade, até passar no concurso do Banco do Brasil, aos dezoito anos de idade, quando fui trabalhar em São Paulo, o concurso era específico para suprir vagas na capital paulista. Fiquei nove anos na agência Brás, próxima ao Largo da Concórdia, na Avenida Rangel Pestana. Em 1978 fui nomeado para um cargo em Martinópolis e aqui estou até hoje.

Pouco tempo antes de me aposentar no Bando do Brasil, já pensava o que fazer da vida. Ficar sentado, de pijama, vendo televisão dia inteiro? Definitivamente não. Ficar na janela vendo a vida passar, como faz Carolina na música do Chico Buarque? Também não. Queria fazer algo, mas que não mexesse com números, matemática, juros, contratos, coisa que fiz durante muitos anos de minha vida de escritório e banco. Cursei Letras na juventude, nas nunca dei uma aula na vida. Resolvi usar os conhecimentos adquiridos na faculdade e, aceitando convite do Marcos Carmanhães, criamos o jornal Folha da Cidade.

Sempre colaborei com publicações, seja jornais, revistas, informativos etc. Antes da aposentadoria, comentava com clientes do banco dos meus propósitos de um dia escrever um livro histórico sobre a cidade. Muitos incentivaram, geralmente filhos de pioneiros, alguns inclusive forneceram fotos antigas, que eu reproduzia e devolvia. Usei muitas dessas fotos no meu primeiro livro, MARTINÓPOLIS, SUA HISTÓRIA E SUA GENTE, que levou um ano de pesquisas e foi lançado no aniversário da cidade, em junho de 1999. Foi um sucesso, a primeira edição de mil exemplares esgotou em quatro meses, fiz segunda edição de 500 exemplares, demorou um ano e meio e esgotou também.

Desliguei-me da sociedade no jornal para ter tempo de escrever mais livros. Já foram dez, incluindo este que foi lançado esta semana, sobre o mundo rural de antigamente, com o título de COSTUMES E TRADIÇÕES RURAIS.

 

 



Escrito por José Carlos Daltozo às 12h46
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Você já leu um livro esta semana? E este mês? E no ano passado? Livros de qualquer estilo, qualquer tema: romances, crônicas, poesias, autoajuda, históricos. O importante é ler, e muito. Quem lê, um mundo novo se descortina em sua vida. Uma pesquisa divulgada em 2012, revela como anda o mundo da leitura no Brasil. Em Martinópolis não deve ser muito diferente. Vamos à ela, que diz: "O brasileiro sabe da importância da leitura para progredir na vida, mas continua considerando a atividade desinteressante. Este é o principal diagnóstico da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", divulgada em 2012 pelo Instituto Pró-Livro. Foram entrevistadas mais de cinco mil pessoas em 315 municípios e os resultados apontam que apenas metade delas pode ser considerada leitora. O critério é ter lido pelo menos um livro nos últimos três meses.

Entre os participantes, 64% concordaram totalmente com a afirmação "ler bastante pode fazer uma pessoa vencer na vida e melhorar sua situação econômica". Mas 30% disseram que não gostam de ler, 37% gostam um pouco e 25% gostam muito. Entre os não leitores, a principal razão para não ter lido nos últimos meses é a "falta de tempo", apontada por 53% dos entrevistados. No topo da lista aparecem também justificativas como "não gosto de ler" (30%) ou "prefiro outras atividades" (21%). Para Maria Antonieta Cunha, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e diretora do programa do Livro Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, o brasileiro associa a leitura à obrigação e não ao prazer. Um trecho do estudo que evidencia essa tese são as respostas dos entrevistados à pergunta "qual é o significado da leitura para você". Mais de 60%, acham que ler é uma "fonte de conhecimento para a vida", "fonte de conhecimento para atualização profissional" (41%) e "fonte de conhecimento para a escola" (35%). Para a professora, os resultados indicam que a maioria das pessoas não associa diretamente a leitura a uma atividade de lazer.

A questão é que nós não temos a leitura como um valor social. A pessoa não conseguiu descobrir que a leitura trabalha, mais do que tudo, com a transcendência, que é o grande item do ser humano. É aquilo que diz Fernando Pessoa: a literatura é uma confissão de que a vida não basta", disse Maria Antonieta durante o lançamento da pesquisa. O estudo também demonstra que o hábito da leitura está conectado com a frequência à escola. Entre os que estudam estão apenas 16% do total da população de não leitores. Mesmo entre aqueles considerados leitores, a média de obras lidas é 1,4 para quem não está estudando ante 3,4 para quem estuda (considerando os últimos três meses). "Que escola é essa que nós temos que não consegue desenvolver leitores para a vida inteira?", pergunta Maria Antonieta.

A representante do Ministério da Cultura defende que as escolas e as bibliotecas, apontadas como um local desinteressante pelos entrevistados, precisam ter bons mediadores de leitura. "São professores verdadeiramente capazes de fazer o olhinho do aluno brilhar ao ouvir uma história. Para isso o próprio professor precisa ser um apaixonado pela leitura".

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por José Carlos Daltozo às 12h45
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Alguns leitores poderão dizer "esse cara é muito saudosista". Outros comentarão que falo muito do passado. Mas isso é natural, afinal o presente é o que estamos vivendo neste momento, o minuto anterior já é passado. E o futuro só Deus sabe... portanto, passado é tudo aquilo que já vivemos, seja ontem, ou há dez anos, ou em décadas passadas.

Por exemplo, nesta era de celulares inteligentes e modernosos, de tablets, de notebooks, falar de máquina de escrever, então, é algo do tempo dos dinossauros. Mas não faz tanto tempo assim, até 1990 ela estava presente em todos os escritórios do mundo e hoje ainda resiste em alguns, para executar determinados serviços. E os cursos de datilografia? Sumiram definitivamente, hoje todo mundo aprende manipular o teclado dos computadores e celulares na prática, com apenas um dedo de cada mão. Nos velhos tempos da máquina de escrever, fazer um curso de datilografia era primordial. E obviamente usar os cinco dedos de cada mão, no velho asdfg.

Muitas outras coisas sumiram no tempo. Por exemplo, quando mudei para Martinópolis, o padeiro tinha uma carroça e entregava o pão em casa. De manhã bem cedo deixava dentro de um saquinho na grade da casa e ninguém roubava. O leiteiro entregando leite em cada casa até que não é tão antigo assim, até há poucos anos ainda havia alguns, em litros de vidro.

Outras coisas que estão desaparecendo: o tintureiro, substituído por modernas máquinas de lavar e secar roupas na maioria das casas, além de lavanderias modernas em muitas cidades. Alfaiates foram derrotados pelas confecções prontas, poucas pessoas confeccionam ternos e roupas sob medida. O mesmo aconteceu com as costureiras, maioria prefere comprar vestidos e blusas prontas. Em aparelhos de som, nem vou falar do fonógrafo, que era o avô dos toca-discos. Aliás, estes também faleceram, só os muito saudosistas ouvem LPs e até os CDs estão sendo derrotados por gravações em pen drives e MP3. Lembro dos velhos tempos que havia rádio vitrola, outro dinossauro do tempo dos LPs de 45 rotações por minuto, sucedidos pelos de 33 rotações. E as tevês preto e branco, então, sumiram definitivamente, como está acontecendo com as tevês de tubo na atualidade, sucedidas por fininhas teves de plasma, de LCD, de LED, em duas ou três dimensões. Desapareceram também os rádios Philips, Zenith, Spika, Mitsubishi. E o que mais desapareceu? O drops Dulcora, a Crush e a Grapette, os cigarros Fulgor, Astoria, Hollywwod e Continental, as bolachas Duchen. O pente Flamengo que não podia faltar no bolso de qualquer rapaz que pretendia se apresentar bem. Lembram do Glostora, uma pasta para alisar e deixar brilhante o cabelo? Quanto aos remédios, será que ainda existe o óleo de fígado de bacalhau? O Biotônico Fontoura sei que resiste ao tempo, assim como o Melhoral, a Cafiaspirina e a pomada Minâncora. Mas o Capivarol (tônico), o Bromil (tosse), as pílulas Dr. Ross, o Phymatosan, devem ter desaparecido nas brumas do tempo ou, se ainda existirem, poucas pessoas adquirem.

Os tempos mudam, os costumes também, só que agora com uma velocidade muito grande. Você compra um celular hoje e a semana que vem é lançado um modelo mais aperfeiçoado, o seu já ficou ultrapassado. O mesmo acontece com computadores, notebooks, tablets, cada dia somos surpreendidos com modelos que fazem mil e uma atividades. Esta é a sociedade de consumo em seu grau máximo, o tempo do descartável, de usar um produto pouco tempo e deixá-lo de lado por um modelo melhor, mais chamativo e com mais aplicativos. Olha aí a palavra "aplicativo", que nem sonhávamos existir há poucos anos, hoje está em tudo na nossa vida. Vem do inglês application, é o modo que você faz uso do programa executável do computador, no celular e em outros equipamentos da atualidade.





 

 



Escrito por José Carlos Daltozo às 12h44
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Há cento e vinte e cinco anos, nasceu em Londres um gênio do cinema mundial. Charles Chaplin, o famoso Carlitos, veio ao mundo em 16 de abril de 1889 e faleceu em Vevey, na Suíça, em 25 de dezembro de 1977, aos 88 anos de idade. Fez muitos filmes mudos em curta metragem, usando a mímica e a comédia pastelão com maestria. Foi ator, diretor, produtor, empresário, escritor, comediante, dançarino, roteirista e músico. O seus filmes longa metragem mais famosos são O Garoto, Tempos Modernos, O Grande Ditador, Luzes da Cidade, A Corrida do Ouro e O Circo. Como escritor, deixou textos e pensamentos que passaram para a posteridade. Reproduzimos abaixo um deles, sobre a vida moderna e o que isso afeta a convivência do ser humano, além dos ditadores que sempre surgem em diferentes países e etapas da história. Este texto foi escrito por Chaplin durante a Segunda Guerra Mundial.

"Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

A aviação e o rádio nos aproximou. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloquente à bondade do homem, um apelo à fraternidade universal, a união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora. Milhões de desesperados: homens, mulheres, criancinhas, vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que podem me ouvir eu digo: não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia, da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. Sei que os homens morrem, mas a liberdade não perecerá jamais."

Querem mais? Aqui estão algumas frases imortais de Chaplin:


"Lute com determinação, abrace a vida com paixão, perca com classe e vença com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito bela para ser insignificante".

"O valor de um homem não se dá pelas roupas ou bens que possui e sim pelo caráter e beleza dos seus ideais".

"Não fique triste quando ninguém notar o que você fez de bom. Afinal, o sol faz enorme espetáculo ao nascer e, mesmo assim, a maioria de nós continua dormindo."

"Se as coisas não saíram como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser."

 

 



Escrito por José Carlos Daltozo às 12h41
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 A primeira emissora de televisão no Brasil, TV Tupi Difusora de São Paulo-PRF3TV, surgiu em 1950. Antes de ir ao ar, houve uma transmissão experimental em circuito fechado, com apresentação do Frei José Mojica (ex-ator de Hollywood), visto em apenas dois receptores de TV instalados no saguão do Edifício dos Diários Associados, empresa proprietária da emissora, e em outros dois colocados ao ar livre para ser assistida pelo publico paulistano. Graças ao seu proprietário, o jornalista Francisco de Assis Chateaubriand, o Chatô, a inauguração oficial aconteceu em 18 de setembro de 1950, com a apresentação do quadro "Apoteose", apresentando a cantora santista Lolita Rodrigues, que interpretou a canção "Coração da TV". Ela substituiu Hebe Camargo, que estava com forte resfriado.

O primeiro programa apresentado no dia seguinte foi o "TV na Taba", dirigido por Cassiano Gabus Mendes e com apresentação de Homero Silva. Participaram Hebe Camargo, Lima Duarte, Mazzaropi, Aurélio Campos e Walter Forster. No Rio de Janeiro, então capital federal, a TV Tupi foi inaugurada quatro meses depois, em janeiro de 1951. As primeiras emissoras funcionavam somente durante algumas horas do dia e o raio de alcance do sinal era limitado, cerca de 100 quilômetros. Além disso, os aparelhos sofriam interferências e tinham chuviscos demasiados. Mesmo assim era uma grande atração.

Logo surgiram os noticiários, os programas esportivos e de variedades, como o famoso "Almoço com as Estrelas", e os programas de teleteatro ao vivo. Os anúncios eram feitos por garotas-propagandas, ao vivo. Em 1953, estreou o programa "Alô Doçura", com Eva Wilma e John Herbert, inspirado no programa americano I Love Lucy.

Em 1955 estreou "O Céu é o Limite", primeiro programa de perguntas e respostas da televisão brasileira, apresentado por J. Silvestre. Outro programa marcante para as crianças dos anos 50 foi o "Sítio do Pica Pau Amarelo", apresentado por Julio Gouveia, que segurava um livro de Monteiro Lobato, como se tivesse contando as histórias. Em 1955 estreou a "Grande Gincana Kibon", que foi ao ar durante 16 anos, nas tardes de domingo da TV Record. O apresentador era o santista Vicente Leporace que, diga-se de passagem, apresentou durante vários anos o programa a "Voz do Trabuco", da Rádio Bandeirantes.

Grandes programas da TV foram: O Circo Bom Bril, O Circo do Arrelia, Repórter Esso, Mappin Movietone, Vigilante Rodoviário, Os Reis do Ringue, entre vários. Na década de 1960 a televisão se tornou muito popular e uma ameaça para o cinema. Além disso, começavam a fabricar televisores no Brasil, o que barateou o custo, até então importados dos Estados Unidos. Um dos maiores sucessos foi o programa "Família Trapo" da TV Record. Participavam do programa Jô Soares, Zeloni, Renata Fronzi, Ricardo Corte Real, Ronald de Golias e Cidinha Campos. Quem não tinha televisor em casa, dava um jeito de visitar o vizinho exatamente na hora do programa preferido. Eram os chamados "televizinhos".

Não poderia deixar de recordar alguns dos seriados da TV que fizeram muito sucesso: I Love Lucy, Papai Sabe Tudo, Rin Tin Tin, Bat Masterson, Bonanza, Chaparral. Golfinho Flipper, Dr. Kildare, Agente 86, Jeanne é um Gênio, Perdidos no Espaço e Flintstones.


 

 

 

 



Escrito por José Carlos Daltozo às 12h40
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