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Blog do Daltozo
 


Duplicação da rodovia Assis Chateaubriand

Estão sendo construídas na rodovia Assis Chateaubriand, nas proximidades do bairro do Matão, município de Martinópolis, duas balanças para pesagem de caminhões. Uma de cada lado da rodovia, com a finalidade de verificar se os veículos pesados que transitam por ali estão acima do peso máximo da rodovia, atualmente 57 toneladas. Isso porque o trecho é rota de fuga do pedágio da Rodovia Raposo Tavares, eles usam a rodovia interna Martinópolis-Assis como alternativa. Rodam trinta quilômetros a mais, mas não pagam os três pedágios existentes no trecho da Raposo Tavares entre Assis e Presidente Prudente. O meu questionamento é: será que tais praças de pesagem vão realmente funcionar? Isso porque, em minhas viagens a São Paulo, vejo várias balanças pelo caminho, mas nenhuma funcionando. Isso mesmo, nenhuma, na ida ou na volta. Para que gastar dinheiro com a construção de tais praças, se elas ficarem apenas como enfeite? Acho justo e necessário que existam, mas que funcionem e coibam o tráfego de caminhões acima do peso, eles estão afundando o asfalto, como já está ocorrendo com alguns trechos da recentemente recapeada rodovia Assis Chateaubriand. Por exemplo, na terceira faixa da subida do clube San Fernando, sentido Prudente-Martinópolis, o asfalto está afundando, formando trilhos, dificultando o trânsito de carros pequenos. E em muitos pontos da rodovia já se notam buracos no asfalto, rachaduras, elevações, trilhos... tudo devido ao trânsito de veículos pesados, que eu chamo de "fugitivos do pedágio". Falam em duplicação da rodovia Assis Chateaubriand, mas será que realmente vai acontecer um dia? Tomara que sim. Estudos realizados apontam que o tráfego nesse trecho é gigantesco, a duplicação é urgente e necessária. Uma perguntinha simples: se essa duplicação ocorrer, digamos, nos próximos dois anos, para que construir essas duas balanças muito próximas da via atual? Terão que ser destruídas em pouco tempo, porque naquele mesmo espaço passarão as novas pistas de rolamento. Já deveriam prever isso e construí-las dez metros afastadas do local atual, prevendo tal duplicação. Coisas do Brasil, tudo é feito sem planejamento, às pressas, por decisões sabe-se lá de quem, dentro de um gabinete fechado, sem preocupação com o futuro. Outro detalhe: autoridades municipais e regionais interessadas na duplicação do trecho Martinópolis-Presidente Prudente tem que atuar junto ao governador Geraldo Alckmin para que acelere os projetos e licitações visando o início das obras. O próximo ano, 2014, é ano eleitoral, não podem assinar contratos a partir de julho. Portanto, se a "nossa duplicação" não for licitada até lá e o governador atual não for reeleito, tudo pode ir por água abaixo. O próximo governador talvez resolva que esse não é um projeto prioritário e engavetá-lo. É o que aconteceu, por exemplo, com as vicinais Teçaindá-Pracinha e Caiabu-Mariápolis. Foi anunciado com alarde que seriam asfaltadas no governo José Serra, mas demoraram para licitá-las, ele deixou o governo e o novo titular jogou os planos numa gaveta. Os deputados estaduais da nossa região não se mexeram, as vicinais asfaltadas não saíram até hoje e certamente não sairão tão cedo. Seriam duas novas e importantes ligações entre as regiões da Alta Sorocabana com a Alta Paulista.

Vamos dar um crédito de confiança, tomara que a duplicação da Assis Chateaubriand seja realmente efetivada. Não deixo de pensar que essa rodovia foi construída em 1960, no governo Carvalho Pinto, quando existia meia dúzia de kombis, meia dúzia de jipes e meia dúzia de caminhões. Naquela época, rodovia asfaltada de pista simples era normal. Mas hoje, com a quantidade de veículos que temos trafegando incessantemente, rodovias desse porte, ligando várias regiões do estado, deveriam ter sido duplicadas em toda a sua extensão (Presidente Prudente a São José do Rio Preto) há muitos anos.

Por sua vez, as obras de recapeamento e construção de terceiras faixas na rodovia Assis-Martinópolis foram 98% concluídas, estão faltando apenas os três trevos nas entradas de Rancharia, que estão em obras aceleradas. O asfalto ficou muito bom, da mesma forma que ficará o trecho Teçaindá-Parapuã, da rodovia Assis Chateaubriand, também em obras atualmente. Passei por ali recentemente, há duas grandes frentes de trabalho, com interrupções de tráfego "pare e siga". Serão construídas terceiras faixas em várias subidas, o acostamento será nivelado, enfim, ficará com o padrão dos demais trechos dessa importante rodovia.



Escrito por José Carlos Daltozo às 08h57
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Frases engraçadas pinçadas de redações do ENEM 2012

As frases abaixo parece que foram tiradas de algum programa de humor na televisão. Mas, na verdade, não foram ditas por nenhum profissional do humor, elas simplesmente demonstram o despreparo de alguns dos nossos estudantes pelo Brasil afora. Foram compiladas das provas de redação do ENEM no estado do Espírito Santo, em 2012. O ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - é uma prova criada pelo Ministério da Educação para avaliar o nível de ensino médio ministrado no país e sua nota é utilizada como um dos componentes para ingresso em universidades públicas. No apanhado de frases abaixo, temos uma pequena amostra da criatividade ou, melhor dizendo, das besteiras que nossos alunos escrevem. Erros de grafia, de concordância, de falta de conhecimento linguístico e histórico são comuns. Após cada frase, quem colocou isso na Internet fez um comentário engraçado e esclarecedor, que está entre parênteses.

Eis as frases:

"Antes da Dilma, o Brasil não teve mulheres presidentes, mas várias primeiras-damas foram do sexo feminino". (Ou seja, segundo o autor dessa frase, alguns ex-presidentes devem ter se casado com travestis.)

"O bem star dos abtantes da nossa cidade muito endepende do governo federal". (Vende-se máquina de escrever faltando algumas letras.)

"Animais vegetarianos comem animais não-vegetarianos". (Esse aí deve comer capim.)

"Não cei se o presidente está melhorando as insdiferenças sociais ou promovendo o sarneamento dos pobres. Me pré-ocupa o avanço regresssivo da violência urbana". ("Sarneamento" deve ser o conjunto de medidas adotadas por Sarney no Maranhão. Quer dizer, eu "axo", mas não me "pré-ocupo" muito.)

"Fidel Castro liderou a revolução industrial de 1917, que criou o comunismo na Rússia".

(Esse aluno misturou tudo, revolução industrial inglesa do século 18 com revolução comunista na Rússia e com Fidel Castro, que é cubano e não tem nada a ver com a história).

"O Convento da Penha foi construído no céculo 16 mas só no céculo 17 foi levado definitivamente para o alto do morro". (Demorou um "céculo" inteiro pra fazer a mudança?)

"A História se divide em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje". (Este aluno esqueceu a História em Quadrinhos.)

"Os índios sacrificavam os filhos que nasciam mortos matando todos assim que nasciam". (Mas e se os índios não matassem os mortos????)

"Bigamia era uma espécie de carroça dos gladiadores, puchada por dois cavalos". (Ou era uma "biga" macho que tinha duas "bigas" fêmeas, puxada por um burro?!)

"Os pagãos não gostavam quando Deus pregava suas dotrinas e tiveram a idéia de eliminá-lo da face do céu". (Como será que eles pretendiam fazer isso?!)

"A capital da Argentina é Buenos Dias". (De dia. À noite chama-se Buenas Noches.)

"As aves tem na boca um dente chamado bico". (Cruz credo.)

"A prinssipal função da raiz é se enterrar no chão". (E a "prinssipal" função do autor dessa frase deveria ter o mesmo destino. E ainda vivo...)

"Respiração anaeróbica é a respiração sem ar, que não deve passar de 3 minutos".

(Senão a anta morre.)

"Ateísmo é uma religião anônima praticada escondido. Na época de Nero, os romanos ateus reuniam-se para rezar nas catatumbas cristãs".

(E alguns ainda vivem nas "catatumbas".)

"Os egipícios dezenvolveram a arte das múmias para os mortos poderem viver mais"."

(Esse precisa "dezenvolver" o cérebro. Será que "egipício" é para rimar com estrupício?)

"O nervo ótico transmite ideias luminosas para o cérebro".

(Esse aí não deve ter o tal nervo, ou seu cérebro não seria tão obscuro.)

"A Geografia Humana estuda o homem em que vivemos".

(Alguém entendeu?)

"A Previdência Social assegura o direito a enfermidade coletiva".

(Esse é espirituoso...)

"O nordeste é pouco aguado pela chuva das inundações frequentes".

(Verdade: de São Paulo até o Nordeste, falta construir aquedutos para levar as inundações.)

"Os primeiros emegrantes no ES construíram suas casas de talba".

(Enquanto praticavam "Tiro ao Álvaro".)

"Onde nasce o sol é o nacente, onde desce é o decente".

(Ué, o sol não nasceu pra todos?)

"Os Estados Unidos tem mais de 100.000 Km de estradas de ferro asfaltadas".

(Juro que eu não li isso.)

"As estrelas servem para esclarecer a noite e não existem estrelas de dia porque o calor do sol queimaria elas".

(Hum... Desconfio que vai ser poeta!)

"Republica do Minicana e Aiti são países da ilha América Central".

(Procura-se urgente um Atlas Geográfico que venha com um Aurélio junto.)

As autoridades estão preocupadas com a ploleferação da pornofonografia na Internet".

(Deve estar falando de algum CD que ele ouviu.)

"A ciência progrediu tanto que inventou ciclones como a ovelha Dolly".

(Teve a ovelha Katrina, também. Só que ela era meio violenta...)

"O Papa veio instalar o Vaticano em Vitória mas a Marinha não deixou para construir a Capitania dos Portos no mesmo lugar".

(Foi quando ele veio no papamóvel, lembra?)

"Hormônios são células sexuais dos homens masculinos".

(Isso. E nos homens femininos, essas células chamam-se frescurormônios.)



Escrito por José Carlos Daltozo às 08h56
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Dia do Folclore

Dia 22 de agosto foi comemorado o Dia do Folclore. A palavra "folclore" é de origem inglesa, formada por "folk" (povo) e "lore" (cultura), utilizado pela primeira vez em 1846 pelo arqueólogo Ambrose Merton, embora sua existência ocorra desde que o ser humano passou a se agrupar em comunidades, nos primórdios da civilização. O folclore, ou a "cultura de um povo", é a reunião das manifestações populares, com suas tradições e costumes, que são passados de geração a geração. Todos os povos da Terra possuem suas crenças, tradições e superstições, transmitidas através de lendas, provérbios, contos, canções, danças, artesanato, jogos, religiosidade, brincadeiras infantis, mitos, dialetos, festas e outras manifestações culturais.

A UNESCO reconhece que o folclore é sinônimo de cultura popular e representa a identidade social de uma comunidade através das criações culturais, coletivas ou individuais, e é também uma parte essencial do jeito de ser de cada nação.

O folclore não é estático, ele se modifica conforme o ambiente em que está estabelecido e no contato entre culturas diferentes, principalmente através das migrações. Hoje, com a facilidade das viagens intercontinentais e da Internet, o folclore de um povo está se espalhando com uma rapidez muito grande.

Há autores que definem o folclore como a história não escrita de um povo, um conjunto de mitos e lendas que as pessoas passam de geração para geração. Muitas nascem da imaginação das pessoas, principalmente nos camponeses e na vida rural. Um bom número dessas histórias foram criadas para passar mensagens de ética, amor, confraternização, bem estar e também para assustar crianças e pessoas de traços culturais mais simples. As lendas e mitos são histórias transmitidas oralmente através dos tempos, misturando fatos reais com outros frutos da fantasia. Os mitos são narrativas que possuem um componente simbólico. Na antiguidade, como a ciência não conseguia explicar os fenômenos naturais, criavam mitos para esse objetivo, dessa forma os deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturavam com fatos reais para dar sentido à existência dos seres vivos na face da Terra.

No Brasil temos, no folclore, personagens como o Saci Pererê, Lobisomem, Mula sem cabeça, Boitatá, Cuca, Curupira, Boto, Mãe d'água, entre outros. A influência norte-americana na cultura é tão forte que o Halloween (Dia das Bruxas) deles chegou até nós e é comemorado em muitas cidades. Há ainda as danças folclóricas, no Brasil as mais comuns são: maracatu, frevo, catira, quadrilha de festa junina e baião.

As simpatias e as superstições também fazem parte do folclore. São crendices que muitas pessoas acreditam sejam formas de evitar que algo ruim aconteça em suas vidas. Uma simpatia, por exemplo, é a que diz "para nos livrarmos do mal olhado, devemos espalhar sal grosso pelos cantos da casa". Outra é "Para ter sucesso na agricultura, deve-se plantar alho numa sexta-feira santa". Ou "Usar roupa branca no primeiro dia do ano traz sorte e saúde". Entre as inúmeras superstições, enumeramos as mais conhecidas como "não passar por baixo de uma escada, que dá azar", ou "quebrar um espelho resulta em sete anos de azar", assim como "contar estrelas apontando-as, faz nascer verrugas nos dedos da mão", ou "pio de coruja é sinônimo de mau agouro".



Escrito por José Carlos Daltozo às 08h54
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A rápida evolução da tecnologia

Manuseando algumas revistas antigas, encontrei uma edição da VEJA do Natal de 2005, com reportagem especial sobre "Tentações Eletrônicas". Menciona os produtos eletrônicos que existiam na época, sonho de consumo de milhões de pessoas. São decorridos apenas oito anos, mas o avanço tecnológico nesse curto período foi gigantesco. E os preços também despencaram, devido a produção em massa. Ou seja, a velha norma do capitalismo: maior produção, maior consumo, preços menores.

Começando pelos televisores, a dúvida na época era escolher entre LCD e Plasma. Não havia sido criado os televisores de LED nem 3D da atualidade. E os preços eram de cair o queixo. Segundo as reportagens da revista, o preço de uma tevê de Plasma de 42 polegadas era de 10.000,00 e uma de LCD do mesmo tamanho custava 17.000,00.

Um aparelho de DVD para carro, da marca JVC, com tela de 7 polegadas, custava 7.500,00. Uma filmadora Panasonic SDR-S100, gravando num cartão de memória de 2 gigas, 25 minutos em qualidade alta, custava 5.000,00.

Os notebooks também eram caros, segundo essa revista de 2005. Um HP Pavillion com tela de 14 polegadas, processador Pentium M, 512 megabytes de memória e disco rígido de 100 gigabytes, custava 7.400,00. Um notebook Lenovo com disco de 60 gigas custava 7.700,00. O computador de mesa IMAC G5 da Apple, com tela de 20 polegadas, memória de 512 megas e disco de 250 gigas custava 8.300,00. O Dell Dimension 5150, também de mesa, com 512 megas e 80 gigas, monitor de 17 polegadas, custava 3.000,00.

Máquinas fotográficas digitais são outros produtos que tiveram avanços significativos, tanto em quantidade de megapixels como redução de preços. Uma Panasonic de 5 megapixels custava 2.000,00, uma HP Photosmart de 5,1 megapixel e 5 vezes de zoom custava 2.500,00, enquanto uma Sony T7, com 5,1 megapixels, custava 2.500,00. Uma máquina fotográfica profissional da Nikon, de 6,1 megapixels e zoom de 3 vezes, objetiva 18-70 mm, custava 9.475,00.

Outro setor com grande evolução foi o dos celulares. Um Motorola com câmera de 1,2 megapixels e tocando MP3 custava 2.000,00. Um Siemens CX75 custava 1.100,00 e um LG ME 500, com 1,3 megapixel na câmera, memória de 8 megabytes, custava 1.500,00. O Samsung D5500 custava 1.480,00. Comparados aos celulares de hoje, são verdadeiros dinossauros.

As reportagens dessa edição da VEJA mostravam assuntos como a alta definição na televisão (HDTV), onde o Brasil ainda estava pensando em qual sistema aderir, enquanto outros países já tinham as suas há vários anos. O engenheiro Jean Paul Jacob, entrevistado pela revista, ao ser perguntado quais as inovações tecnológicas que serão incorporadas ao cotidiano das pessoas nos próximos anos, respondeu "costumo dizer que o celular está se transformando numa espécie de canivete suíço digital, que oferece, ao mesmo tempo, cada vez mais e variados serviços. A convergência tecnológica ocorre de forma espetacular nos celulares. Cada vez mais esse aparelhinho funcionará como um computador, que permitirá ouvir músicas, ver vídeos, transmitir dados, acessar a Internet e caixas eletrônicos. (...) Uma boa tecnologia é a que se traduz numa ferramenta que permite solucionar problemas ou criar situações socioeconômicas, culturais e políticas desejáveis. (...) A web colocou o homem no centro do universo. Hoje a grande demanda, em termos de tecnologia, é poder acessar e conectar pessoas, informações e entretenimento a qualquer hora e em qualquer lugar. E, de preferência, que caibam no bolso ou na bolsa".



Escrito por José Carlos Daltozo às 08h53
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Porque usamos o vocábulo FEIRA nos dias da semana?

Somente na língua portuguesa é que os nomes dos dias da semana terminam em "feira", os demais povos do Ocidente continuam reverenciando os astros e os deuses pagãos da antiguidade para essa denominação. O imperador romano Constantino, nos primeiros séculos depois de Cristo, determinou que a semana começasse pelo Domingo (no latim, Dies Dominicus, o dia do Senhor). Feira vem de "feria" que, em latim, significa data festiva, ocasião em que as pessoas aproveitavam para fazer negócios, ir à feira. Eram sagrados o sábado, oriundo da palavra shabat, descanso em hebraico, lembrando o dia que Deus descansou, o sétimo dia. A semana, começando no domingo, é composta de segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira e sábado.

Portugal, como foi dominado pelos romanos, passou a utilizar essa nomenclatura a partir do ano de 563, após um concílio da Igreja Católica na cidade de Braga. E ela continuou séculos afora a ser adotada naquele país, até os dias atuais. O Brasil, colonizado por portugueses, também adotou essa nomenclatura.

No latim litúrgico os dias da semana eram Dies Dominica, Feria Secunda, Feria Tertia, Feria Quarta, Feria Quinta, Feria Sexta e Sabbatum.

Mesmo a Itália, que foi sede do Império Romano na Antiguidade, continua utilizando os deuses lendários e os astros para denominar os dias da semana: Domenica - do latim Dominus, Dia do Senhor, Lunedì - dia da Lua (Luna), Martedì - dia de Marte (Marte), Mercoledì - dia de Mercúrio (Mercurio), Giovedì - dia de Júpiter (Giove), Venerdì - dia de Vênus (Venere), Sabato - do latim Sabbatum.

Na lingua espanhola a segunda-feira é lunes (dia da Lua), terça-feira é martes (dia de Marte), quarta-feira é miércoles (dia de Mercúrio), quinta-feira é jueves (dia de Júpiter), sexta-feira é viernes (dia de Vênus).

Em inglês as denominações são: Domingo - Sunday (Dia do Sol), Segunda-feira - Monday (Dia da Lua), Terça-feira - Tuesday (Dia de Tyr), Quarta-feira - Wednesday (Dia de Woden), Quinta-feira - Thursday (Dia de Thor), Sexta-feira - Friday (Dia de Freyja) e Sábado - Saturday (Dia de Saturno). Tyr é um Deus nórdico da guerra, Woden (ou Odin) é o Deus supremo dos nórdicos e pai de Tyr, Thor é o Deus do trovão, Freyja é mulher de Woden e Deusa da beleza.

Uma curiosidade é que, em português, os dias da semana são escritos sempre iniciando com letra minúscula e em inglês sempre com letra maiúscula.

Outra curiosidade é que o acordo ortográfico da Língua Portuguesa, em vigor a partir de 2009, eliminou o hífen em muitas palavras compostas, mas permaneceu em algumas. Os dias da semana entraram nessa exceção, portanto, continuam com hífen. Vejamos a regra: "Continua existindo hífen em palavras compostas por justaposição que formam uma unidade semântica, ou seja, nos termos que se unem para formam um novo significado: tio-avô, porto-alegrense, luso-brasileiro, tenente-coronel, segunda-feira, conta-gotas, guarda-chuva, arco-íris, primeiro-ministro, azul-escuro.

 

 



Escrito por José Carlos Daltozo às 08h53
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Coloque um pouco de poesia em sua vida

"Assim eu quereria o meu último poema / Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais / Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas / Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume / A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos / A paixão dos suicidas que se matam sem explicação."

Os versos acima, que levam o título de "O último poema", são simples mas significativos da extensa obra de Manuel Bandeira. Ele nasceu em Recife, no dia 19 de abril de 1886. Passou parte da infância na capital pernambucana e parte no Rio de Janeiro, matriculado no Colégio Pedro II. Terminou o curso de Humanidades e mudou para São Paulo, para cursar arquitetura na Escola Politécnica. Adoeceu dos pulmões em fins de 1904, abandonou os estudos e voltou ao Rio. Teve longa peregrinação por lugares de bom clima, em busca de repouso e cura. Em 1927 viajou para a Suíça, para se curar num sanatório. Foi um dos precursores do verso livre na poesia, tendência confirmada na Semana de Arte Moderna de 1922. Publicou seu primeiro livro em 1917. Faleceu no Rio de Janeiro, em13 de outubro de1968, aos 82 anos de idade. Foi, além de poeta, tradutor e professor de literatura.

Um dos seus poemas mais famosos é "Vou-me embora pra Pasárgada". Utilizou o nome de uma cidade da antiga Pérsia, que Bandeira leu num livro e guardou na memória. Nesse poema, Pasárgada tem o sentido de lugar ideal, um país das delícias onde só acontecem coisas boas. Ou seja, uma utopia. Reproduzo trechos abaixo:

"Vou-me embora pra Pasárgada / Lá sou amigo do rei / Lá tenho a mulher que eu quero / Na cama que escolherei / Vou-me embora pra Pasárgada.

Vou-me embora pra Pasárgada / Aqui eu não sou feliz / Lá a existência é uma aventura / De tal modo inconsequente / Que Joana a Louca de Espanha / Rainha e falsa demente / Vem a ser contraparente / Da nora que nunca tive.

E como farei ginástica / Andarei de bicicleta / Montarei em burro brabo / Subirei no pau-de-sebo / Tomarei banhos de mar! / E quando estiver cansado / Deito na beira do rio / Mando chamar a mãe d'água / Pra me contar as histórias / Que no meu tempo de menino / Rosa vinha me contar / Vou-me embora pra Pasárgada."



Escrito por José Carlos Daltozo às 08h52
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O DNA de Martinópolis, no interior paulista

O atual território do município de Martinópolis já pertenceu a Regente Feijó, a Presidente Prudente, a Sorocaba e até a São Paulo. Parece exagero dizer isso, mas é a verdade histórica. Basta seguir a cadeia de emancipações municipais, desde o surgimento da capital paulista, que ocorreu em 25 de Janeiro de 1554. Por não existir nenhuma outra vila desde São Paulo até as barrancas do rio Paraná, a capital paulista dominava toda esta vasta região. Naquela época só existiam as vilas litorâneas de São Vicente (a primeira cidade organizada do Brasil), Santos, Itanhaém e Cananéia.

Vamos aos fatos. O município de Martinópolis foi criado pelo decreto nº 9775/38, de 30 de Novembro de 1938, publicado no Diário Oficial do Estado em 19 de Dezembro de 1938. Instalado oficialmente em 29 de Janeiro de 1939, foi desmembrado administrativamente de Regente Feijó, que havia se tornado independente de Presidente Prudente em 1935. Prudente, por sua vez, havia sido desmembrado em 1921 do antigo município de Conceição de Monte Alegre (hoje um simples distrito de Paraguaçu Paulista). Conceição havia se emancipado em 1891, após desmembramento de Campos Novos Paulista. Esta cidade, por sua vez, se emancipou de Santa Cruz do Rio Pardo em 1885. Santa Cruz, criada em 1876, foi um desmembramento de Lençóis Paulista, que havia sido criada em 1865, tendo sua origem em Botucatu. O município de Botucatu foi criado em 1855, tendo sua origem em Itapetininga, o qual resultou do desmembramento, em 1770, de Sorocaba. Esta cidade foi criada em 1661, após o desmembramento de Santana de Parnaíba, que havia surgido em 1625, desmembrada de São Paulo, fundada em 1554 e município criado em 1560.

Resumindo o DNA de Martinópolis: São Paulo (fundado em 1554 e município autônomo em 1560), Santana do Parnaíba (1625), Sorocaba (1661), Itapetininga (criado em 1770), Botucatu (1855), Lençóis Paulista (1865), Santa Cruz do Rio Pardo (1876), Campos Novos Paulista (1885), Conceição de Monte Alegre (1891), Presidente Prudente (1921) e Regente Feijó (1935).

Pode parecer confuso, mas é incontestável. Quando havia poucas cidades dentro do nosso estado, os territórios de cada uma eram gigantescos. Foram surgindo novas povoações que cresceram e se tornaram cidades, cujos limites territoriais foram sendo paulatinamente desmembrados. E assim foi formada a cadeia de surgimento de municípios paulistas. Seria o caso, só para citar um exemplo, se os nossos atuais distritos de Teçaindá e Vila Escócia conseguissem emancipação, Martinópolis perderia cerca da metade de sua atual área territorial, que hoje é de 1.254 quilômetros quadrados.

 



Escrito por José Carlos Daltozo às 08h52
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Alimentação na Grã Bretanha

.Os ingleses e irlandeses, assim como a quase totalidade dos países europeus, usam a batata como ingrediente fundamental na alimentação. Frita, assada, cozida, purê, sopa, a batata reina absoluta. Um dos pratos mais famosos e baratos da Grã-Bretanha e Irlanda é o "fish and chips", um bom ilé de peixe empanado, acompanhado de batatas fritas e ervilhas. Num restaurante italiano pedi um "penne à romanesca" e o prato de massa (molho delicioso) veio acompanhado de uma porção de batatas fritas!!! Ou seja, dois carboidratos numa mesma refeição... só lá mesmo.

Arroz e feijão não há, para o brasileiro que está acostumado a esses pratos diariamente, é um problema. O curioso é que eles comem feijão no café da manhã. Sim, o breakfast tradicional nos hotéis é composto de linguiças, salsichas, ovos fritos, tomates assados, cogumelos fritos, bacon (fatias grossas, parece o nosso lombo defumado) e feijão. Trata-se de um feijão branco cozido numa espécie de molho de tomate um pouco adocicado. Experimentei um dia, não gostei. Comem tudo isso com torradas, pães, manteiga, aveia, chá ou café. Melhor dizendo, "chafé", porque é bem ralinho. Quem quiser comer arroz em alguma refeição tem que ir a um restaurante italiano e pedir um risoto.

Os preços não são nada camaradas na Inglaterra. Embora pertencente à União Europeia,os ingleses não aderiram à moeda continental, o euro, preferiram continuar com a libra esterlina. Uma libra (chamada de pound) estava cotada quando estive lá em 3,40 reais. Um par de sapatos, por exemplo, custa 100 libras. Convertendo no nosso dinheiro, dá 340,00, um valor muito alto. Uma camisa de boa qualidade era vendida a 70 libras, dá cerca de 238,00, também um valor alto. O ingresso em atrações turísticas custa entre 10 e 15 libras, ou 34,00 e 51,00 reais. Interessante que, em Londres, os museus são grátis, mas paga-se para visitar as igrejas famosas. A Abadia de Westminster, onde são realizados todos os casamentos, batizados e funerais reais desde o rei Henrique VIII, no século 16, paga-se 10 libras para conhecê-la (34 reais).

Londres é uma verdadeira babel, há turistas e moradores de todos os quadrantes da Terra. Muçulmanas usando só o véu na cabeça ou a burka completa (só os olhos de fora) são comuns andando pela cidade. Também os africanos, indianos e paquistaneses estão muito presentes. O Reino Unido (compreendendo a Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte) foi um grande colonizador de países africanos e asiáticos, por isso hoje eles imigram em massa, em busca de uma vida melhor. Segundo o guia da nossa excursão, a Inglaterra tem um grande programa social para as gestantes. A mulher, após dar a luz, tem um ano de licença maternidade na empresa em que trabalha e o marido meio ano de licença, para cuidarem do bebê. E ainda recebem 500 libras por mês para ajudar no aluguel, fraldas, remédios etc. Muitas mulheres de outros países, no início da gravidez, entram na Inglaterra com vistos de turistas, dizendo que irão visitar parentes e vão ficando, ficando... até ter o bebê, que passa a ser considerado um cidadão inglês com todos os direitos e regalias. Mas o setor de imigração acordou para esse fato e já está brecando muitas "pseudoturistas" quando desconfiam de algo.

O incentivo ao nascimento de bebês pode ser observado, além da Inglaterra e Escócia, também na República da Irlanda, que é um país independente desde 1922. Em Dublin é enorme a quantidade de mães e pais empurrando carrinhos de bebês.



Escrito por José Carlos Daltozo às 08h51
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Viagem à Inglaterra-Escócia-Irlanda

Em recente viagem à Inglaterra, Escócia e Irlanda, fiquei intrigado sobre o motivo daqueles países ter a mão de direção invertida, em relação à nossa. Ou seja, eles trafegam pela pista esquerda nas ruas e estradas. Se perguntarmos a um inglês o motivo, ele vai dizer que a dele é que é a "mão certa", o resto do mundo é que é invertida. Na verdade, quase todos os países de colonização inglesa adotaram a tal "mão invertida", a exemplo da Austrália, Nova Zelândia, alguns países africanos, asiáticos e centro-americanos. Só os Estados Unidos, talvez por birra dos ingleses que os colonizaram, é que escolheram a mão igual à nossa. O curioso é que o Japão, que nunca teve nada a ver com a Inglaterra, também usa a "mão inglesa", ao contrário de todos os outros países asiáticos, que adotam a "nossa mão". O volante fica à direita do carro e o câmbio tem que ser mudado com a mão esquerda.

Existem várias respostas para a mão invertida no Reino Unido, a mais aceita tem origem na Idade Média, quando os combates e rixas eram frequentes. Como a maioria das pessoas é destra (usa a mão direita), quem vinha por uma estrada naquela época preferia ter a mão direita livre para usar a espada, se necessário. Por isso era mais conveniente que quem vinha em sentido contrário passasse sempre pela direita. Até fins do século 19, época das carruagens, toda a Europa permanecia com a mão invertida. Napoleão Bonaparte determinou a mudança desse costume, dentro de um projeto de reformas sociais em toda a Europa. A Inglaterra, obviamente, não adotou as normas de Napoleão e permaneceu como único país europeu com a "mão invertida". Os países colonizados por Portugal, França, Holanda e Bélgica adotaram a mão de seus colonizadores, aquela criada por Napoleão. Em 1967 aconteceu um fato inédito: a Suécia, que adotava a mão inglesa, mudou para a mão de direção igual à nossa. Deve ter sido um transtorno tremendo para o trânsito no início, com a mudança de trevos, faixas nas ruas, avenidas e estradas. Atualmente existem mais de trinta países que usam a "mão invertida" ou "mão inglesa": os já citados Austrália, Nova Zelândia e Japão, também a Índia, Paquistão, Jamaica, Irlanda, Hong Kong, Indonésia, Chipre, Zâmbia, Tanzânia, Guiana Inglesa, entre outros. Esses países alegam que mudar a mão de direção do trânsito, na atualidade, causaria diversos acidentes e é contrário ao desejo de seus habitantes.

Para facilitar os turistas que visitam esses países, em quase todas as esquinas das respectivas cidades estão pintados no chão as expressões "look right" e "look left" (olhe à direita e olhe à esquerda), justamente para alertar sobre a direção que devem observar o fluxo de trânsito ao atravessar as ruas. Além disso, a maioria dos sinaleiros para pedestres tem apito sonoro, para facilitar a travessia dos cegos. Alguns mais modernos tem a contagem dos minutos que faltam para o sinal de tráfego abrir.

O sistema métrico não é igual ao nosso, tudo é marcado em milhas e jardas. Uma milha equivale a 1.600 metros, nas rodovias principais a velocidade máxima é de 70 milhas por hora (dá 112 quilômetros). Em rodovias secundárias são 50 milhas (80 quilômetros). Outro detalhe: há câmeras e radares aos montes, com pesadas multas. A multa de excesso de velocidade custa 60 libras (204 reais, considerando a cotação da libra a 3,40 reais) e 3 pontos na carteira. Com 12 pontos a carteira é cassada por cinco anos. Inclusive em Londres há pedágio urbano, são 12 libras (40 reais) por dia que o carro trafegar pelo centro da cidade. Todas as estradas do país são federais e asfaltadas, mesmo as que se dirigem às pequenas propriedades rurais. Perguntei o motivo ao guia, ele respondeu: "aqui chove e neva muito, já pensou se fosse de terra, ninguém passava". Por outro lado, não há pedágio em nenhuma estrada, mas o licenciamento anual é muito caro. A gasolina custa 1,35 libras e o diesel 1,38 libras (aproximadamente 4,60 reais) o litro.

 



Escrito por José Carlos Daltozo às 08h50
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A arte de escrever livros históricos

Um bom número de pessoas, ao ler a biografia de alguém famoso ou o histórico de uma cidade, geralmente comenta "os historiadores só falam de pessoas que possuem recursos financeiros, não falam praticamente nada do povão". É uma real constatação e a explicação é simples. A história tende a ser produzida e reproduzida pelos mais abonados pela fortuna e pela sorte. Quando o historiador busca documentos e fotos antigas para compor um livro, só as famílias de maiores recursos é que possuem tais coisas, são elas que guardam documentos e fotografias. Só elas tinham dinheiro para tirar fotos nos anos 1930, 1940 e 1950, quando as máquinas fotográficas eram raridade e a revelação era cara. O pobre, quando muito, tirava uma única foto de casamento, que ficava pendurada na sala da casa e ia desbotando com o passar dos anos. No entanto, os mais ricos ou mesmo da classe média, ao contrário, possuem muitas fotos da época escolar, dos passeios e viagens, dos amigos e parentes .

Os que possuem algum poder, por exemplo, os prefeitos, vereadores, juízes, delegados, presidentes de entidades, comerciantes, também aparecem rotineiramente nos livros históricos pelo mesmo motivo. São sempre eles que se reúnem para fundar uma Santa Casa, para fundar um Rotary, para fundar um time de futebol da cidade, para constituir um clube social, para construir uma nova igreja e coisas desse tipo. Portanto, são eles que assinam as atas de fundação. O pobre, mesmo se convidado (geralmente nem é convidado), nunca sai nas fotografias, fica lá atrás, só espiando.

Quando o líder anuncia: "vamos fazer uma lista de ofertas para a obra tal, eu abro a lista e faço doação de 1.000,00", é obvio que assinarão as listas as pessoas mais conhecidas da cidade, que tem dinheiro disponível para tal fim, sem apertar o orçamento familiar. O pobre, sem muitos recursos, não tem como contribuir. Portanto, dali a cinquenta anos, quando um historiador vai remexer nos documentos de fundação daquela entidade, encontrará só os nomes das pessoas de mais posses como fundadores e doadores, também na composição da primeira diretoria.

Na época que publiquei o livro NOS TRILHOS DA HISTÓRIA, entrevistei vários ferroviários aposentados, só um aparece uniformizado numa foto do livro, com o boné típico de chefe de estação bordado EFS na frente. Os demais não tinham fotos guardadas, alguns nem mesmo documentos de identificação funcional da época, alegaram que os netos rabiscaram e rasgaram. Outro disse que jogou tudo fora num dia de limpeza de gavetas.

No livro posterior, sobre os imigrantes japoneses, encontrei um número maior de fotos de famílias e também muitos documentos. Isso denota que os nipônicos, mesmo quando eram pobres, tinham o hábito secular de guardar documentos e fotografias, ambos elementos importantes para a preservação da história.

Seria extremamente interessante encontrar uma foto de um lavrador pobre derrubando a mata virgem em 1930, ou arando a terra com aqueles arados rústicos puxados por animais, ou transportando mercadorias num carro de boi. Mas...

E agora, que praticamente não existe mais o filme fotográfico, tudo é digital. Será que essa enormidade de fotos digitais serão bem preservadas para a posteridade? Ou, mesmo que guardadas em CDs e DVDs, serão encontradas no futuro? Eu ainda tenho o costume de copiar em papel formato 10 X 15 cm cerca de dez por cento das fotos digitais que produzo. Numa viagem, se eu tirei 500 fotos, copio cerca de 50 em papel, logicamente escolhendo aquelas mais bonitas, mais nítidas, mais representativas.

Um alerta: não deixem suas fotos digitais apenas na memória do computador. Separe-as em pastas por assuntos e datas, copie num DVD e guarde-o para a posteridade. No caso de possuir muitas fotos, compre uma HD externa e copie todas as fotos digitais, separadas por álbuns datados, nesse equipamento. O computador pode ser atingido por vírus e toda a memória interna ser destruída. Se as fotos estiverem guardadas apenas nele, serão perdidas para sempre. Copiá-las em outras mídias é a maneira mais fácil de preservá-las e localizá-las quando necessário.



Escrito por José Carlos Daltozo às 08h49
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A simbologia do anel

Você já se perguntou porque as pessoas que são noivas usam anel na mão direita e as casadas na mão esquerda? A resposta está na antiguidade, um costume hindu de usar um anel para simbolizar o casamento. O anel tem forma circular, ou seja, sem começo nem fim, representando o amor contínuo entre duas pessoas. A palavra aliança já diz que é um acordo, um pacto entre duas partes. No casamento, elas representam um acordo de cumplicidade, amor e fidelidade. É um elo envolvendo duas pessoas, que compartilham alegrias, sonhos e até mesmo alguns problemas pela vida afora.

Os egípcios já usavam, por volta do ano 2.800 antes de Cristo, um anel para simbolizar o laço matrimonial. Foram os gregos e os romanos que trouxeram para o Ocidente esse costume, que persiste até hoje. Os gregos usavam um anel de ferro imantado, para que os corações dos amantes permanecessem atraídos para sempre um pelo outro. Os romanos acreditavam que no quarto dedo da mão esquerda passava uma veia chamada vena amoris, que estaria ligada diretamente ao coração. Por isso, passaram a usar o anel nesse dedo.

O Vaticano manteve a tradição. O anel de casamento, usado na mão esquerda, é precedido pelo anel de noivado, usado na mão direita. A passagem da mão direita para a esquerda, na cerimônia de casamento, tem o significado de eternidade, de compromisso definitivo. O anel de noivado foi instituído no ano de 860, por decreto do papa Nicolau I, como uma afirmação pública da intenção dos noivos em se casarem.

Namorar, noivar, casar. Tudo começa com o namoro, a paquera, tema muito comum na música, na poesia e na literatura. Por exemplo, neste trecho de um poema de Carlos Drummond de Andrade:

"Dai-me, Senhor, assistência técnica

para eu falar aos namorados do Brasil.

Será que namorado algum escuta alguém?

Adianta falar a namorados?

E será que tenho coisas a dizer-lhes

que eles não saibam, eles que transformam

a sabedoria universal em divino esquecimento?

Adianta-lhes, Senhor, saber alguma coisa,

quando perdem os olhos

para toda paisagem ,

perdem os ouvidos

para toda melodia

e só veem, só escutam

melodia e paisagem de sua própria fabricação?"

 

Ou estes trechos de uma crônica de Arthur da Távola, onde ele menciona:

 

"Namorar é questão de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão. Namorada não precisa ser o mais bonita, mas ser aquela a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dea a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. Namorar é saber o gosto de chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.

Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar. (...) É saber o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora em que passa o filme, de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Sibéria ou a Transilvânia, ou até mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário."

 

 

 

 



Escrito por José Carlos Daltozo às 08h48
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Precisamos de mais rodovias asfaltadas

Nós, paulistas, ainda temos o privilégio de trafegar por um grande número de estradas estaduais asfaltadas, com a sigla SP. Algumas razoáveis, outras bem conservadas, uma ou outra com asfalto necessitando remendos e a maioria, principalmente aquelas pedagiadas, com asfalto impecável. Os demais estados da federação, no entanto, não tem essa facilidade. Não possuindo recursos estaduais para asfaltamento, tem que aguardar o governo federal recapear ou construir as famosas BR. E isso nem sempre ocorre com qualidade, frequência ou prontidão.

Todos os anos a Confederação Nacional dos Transportes faz pesquisas para saber quais são as melhores rodovias brasileiras. Dentre as dez melhores, nove são paulistas. A única que não é exclusivamente paulista nessa lista é a Via Dutra, que vai de São Paulo ao Rio de Janeiro. Por sete vezes seguidas a Rodovia dos Bandeirantes ganhou o troféu de melhor rodovia brasileira. Em 2011, no entanto, ela ficou em segundo lugar, perdendo o posto de liderança para a Rodovia Castello Branco. Outras grandes rodovias paulistas listadas são a Imigrantes, Ayrton Senna e Anhanguera.

Segundo pesquisa de Geraldo Aguiar de Brito Vianna no livro "O Mito do Rodoviarismo no Brasil", nos EUA, que tem 6,5 milhões de quilômetros de estradas, 64,5% são asfaltados. A Índia, com 3,4 milhões de quilômetros de estradas, tem 47,4% pavimentados, ou 1,7 milhão de quilômetros de asfalto. Na China, o índice de asfalto é de 81%; no México, 49,5%; na Austrália e na Turquia, 41,6%; e na Rússia, 84,7%.

No Brasil, há apenas 220 mil quilômetros de estradas asfaltadas, ou 12,5% de um total de 1,7 milhão de quilômetros de estradas existentes em todo o país. Estamos bem atrás até de países bem menos desenvolvidos que o nosso.

"O Brasil tem dois grandes desafios a enfrentar, melhorar a qualidade dos corredores e pavimentar mais de um milhão de quilômetros. Dizer que o Brasil é um país rodoviarista é uma falácia. O Brasil não é rodoviarista, nem ferroviarista, não é nada" - disse Moacyr Duarte, presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).

Os Estados Unidos possuem, além da extensa malha rodoviária, também um gigantesco número de quilômetros de malha ferroviária e hidroviária. Lá, os caminhões transportam cerca de 25% de toda a carga transportada, enquanto no Brasil eles reinam absoluto, transportando mais de 70% da carga. Os trens, nos Estados Unidos, transportam cerca de 35% de todas as mercadorias, enquanto no nosso país o volume de cargas é irrisório, exceto minérios para exportação, em Minas Gerais e em Carajás. No transporte aéreo ainda estamos engatinhando, enquanto nos Estados Unidos eles respondem por 18% do total. As hidrovias norte-americanas respondem por 15% do transporte do país, as nossas vivem às moscas, a exemplo da hidrovia Tietê-Paraná.

O que precisamos: mais e melhores estradas asfaltadas, maior número de estradas com várias faixas de tráfego, rodoanel em todas as capitais e cidades importantes, utilização do transporte fluvial onde possível, reforma completa da malha ferroviária para transporte de cargas e retorno do transporte de passageiros de média distância, melhoria dos aeroportos e maior número de linhas aéreas ligando as principais cidades do país. Só isso? Pode ser que nós não veremos essas melhorias em vida, mas pelo menos nossos netos e bisnetos poderão usufruir delas um dia.



Escrito por José Carlos Daltozo às 08h47
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Trem turístico em Paraguaçu Paulista

No dia 28 de abril, um domingo, fiz um passeio no "trem turístico Moita Bonita", em Paraguaçu Paulista. É uma viagem ao passado, repleta de saudosismo, para recordar como eram as antigas viagens ferroviárias. A pequena locomotiva consegue arrastar apenas dois vagões e nesse domingo havia um grupo de turistas da colônia japonesa ocupando um dos vagões e um grupo da Academia Venceslauense de Letras o outro. Há necessidade de reservar lugar por telefone, porque eles são em número limitado. Arriscar chegar na hora e embarcar pode não ter êxito. Dois casais, um de São Manuel e outro de Assis conseguiram embarcar, sem reservas, mas poderiam voltar frustrados. O telefone para reservas é 18 - 3361.6165 ou E-mail turismo@eparaguacu.sp.gov.br

A viagem começou às nove horas, da plataforma da estação ferroviária de Paraguaçu. O trajeto é feito por dezesseis quilômetros, até o distrito de Sapezal. Trajeto, diga-se de passagem, cheio de curvas, porque essa mesma distância, de carro, é feita em nove quilômetros. Há som ambiente e um funcionário explica, durante o percurso, que o engenheiro da ferrovia devia ganhar por quilômetros de trilhos assentados, quanto mais era melhor para ele. Uma brincadeira, logicamente, pois todos sabemos que os trilhos foram assentados nos espigões, a Estrada de Ferro Sorocabana preferiu aumentar a quilometragem mas não ter que fazer nenhuma ponte sobre riachos ou cortes profundos em barrancos, se escolhesse a linha reta e a menor distância entre duas estações.

A locomotiva que faz o passeio é chamada de Dona Lina, porque foi doada pelos herdeiros da família José Giorgi, construtores da ferrovia de Assis a Presidente Epitácio e antigos donos da Usina Santa Lina, em Quatá. A pequena locomotiva puxava cana dos canaviais para a usina. Desativada, ficou muitos anos ao relento, até ser doada à Prefeitura de Paraguaçu e restaurada para esse passeio turístico. Movida a lenha e água, é uma autêntica Maria Fumaça, construída na Inglaterra em 1879, portanto, tem 134 anos de existência. Ainda está saudável e forte, mas sente o passar dos anos. Na viagem de ida Paraguaçu-Sapesal a locomotiva tem que fazer quatro paradas no caminho, porque há pequeno aclive. As paradas são para não aquecer demais a caldeira. Numa delas, uma plataforma em uma propriedade particular, os turistas podem descer e tirar fotos. Portanto, o trajeto de ida demora uma hora e trinta minutos e a volta apenas trinta minutos, por ser leve declive, não parando em nenhum momento. Há música ambiente a bordo, com canções que falem de trem. Na estação de Sapesal, os turistas ficam uma hora, há venda de artesanato, alguns doces caseiros, salgados e bebidas, em uma lanchonete dentro da estação. Ao redor, algumas barracas de artesanato. A guia do trem leva os turistas até a igrejinha do povoado de Sapesal, explicando que já foi município autônomo e hoje é um distrito em decadência, com apenas 174 habitantes. Dentro da igreja aconteceu, nesse dia, uma apresentação de sete meninas e meninos de um projeto musical de Paraguaçu, com um jogral sobre os últimos momentos de Cristo, entremeados de músicas de sopro.

Trata-se, enfim, de um roteiro que vale a pena. Moramos numa região de pouco turismo, os que existem são mais ligados à água (represa e rios), turismo histórico como esse é raro por aqui.

Para culminar o passeio, almoçamos em outra cidade histórica da região. Um pintado na telha, prato famoso do restaurante Barracão, em Conceição de Monte Alegre. O distrito de Conceição, distante apenas três quilômetros da cidade sede Paraguaçu, também já foi importante. Fundada por José Teodoro de Souza em 1873, tornou-se cidade em 1891 e era o único local que havia cartório em toda a vasta região que ia até as barrancas do rio Paraná. Também foi decaindo após o surgimento de Paraguaçu, hoje é um pequeno povoado com uma igreja e duas dezenas de casas.



Escrito por José Carlos Daltozo às 08h46
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Falecimento de duas pioneiras

No espaço de pouco mais de um mês, Martinópolis perdeu duas pioneiras. No dia 15 de Março faleceu, aos 91 anos de idade, Guiomar de Freitas Martins, uma das filhas do colonizador de Martinópolis, João Gomes Martins. Nascida em 06 de Junho de 1921, residiu durante muitos anos no casarão dos Martins, ao lado da escola chamada popularmente de "Fazendinha". Devido a idade avançada, nos últimos anos foi residir com uma irmã em Presidente Prudente, cidade onde faleceu.

No dia 20 de abril ocorreu, na capital paulista, o falecimento de Maria Eugenia Perrud, aos 104 anos de idade. Ela nasceu em 16 de Novembro de 1908, em Vargem Alta, tendo sido registrada em Duas Barras, ambas cidades do Estado do Rio de Janeiro. Filha de imigrantes franceses, morou muitos anos na região de Nova Friburgo-RJ.

Maria Eugenia mudou para Martinópolis na mesma época que muitos lavradores fluminenses se deslocaram para nossa cidade, porque um dos vendedores de terras da Colonização Martins, de nome Eugenio de Mello, era oriundo daquela região serrana e convencia os conterrâneos que aqui havia terras férteis para implantar lavouras de café. As terras, dizia o corretor, podiam ser compradas a prazo e as parcelas podiam ser pagas com as próprias safras. Maria Eugenia, quando veio para Martinópolis em 1936, era casada com Antonio da Costa Cabral, tinha 28 anos de idade e três filhos. Foram morar e trabalhar inicialmente na fazenda de Ricardo de Souza Nunes. Os pais de Eugenia compraram sitio de 40 alqueires no Quilômetro 27, derrubando a mata para plantar lavouras, onde ela e sua família também foram morar. Numa entrevista a este jornal em Julho de 1999, Maria Eugenia relatou que o comércio do Teçaindá, nas décadas de 1940 e 1950, era muito ativo. Devido a existência de muitos moradores na zona rural, havia no distrito vários armazéns de secos e molhados, um bom número de bares, sorveteria, máquina de arroz, padaria e farmácia. As festas de São Pedro eram muito animadas. Esse santo foi escolhido como padroeiro por ser o nome de um vilarejo no Estado do Rio de onde vieram muitos migrantes. Nos finais de semana, segundo ela, a diversão dos homens eram a caça e o futebol, enquanto as mulheres se reuniam para costurar e bordar. Maria Eugenia tinha o apelido de Dona Santa. Foi casada pela segunda vez com Américo Martins da Costa, com quem teve mais três filhos.

Um trecho da entrevista de 1999 menciona que "o padre João Schneider era bom e calmo, visitava regularmente as propriedades rurais para conseguir prendas visando construir a igreja e o hospital. Muitas vezes dormiu em minha casa, pois chegava a cavalo ao anoitecer, preparávamos para ele um jantar com galinha caipira, carne de porco conservada em banha, verdura colhida na horta e ovos fritos". Em 1969 Maria Eugenia foi morar em São Paulo, na casa de uma das filhas.

Duas pioneiras, dois falecimentos recentes, duas mulheres com histórias diversas. Uma era filha do fundador da cidade, foi proprietária de fazenda herdada do pai. A outra, lavradora, criou os filhos com os poucos recursos materiais da época. Ambas deixam saudades, não só em seus familiares, como em todos que as conheceram.



Escrito por José Carlos Daltozo às 08h45
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A criatividade dos vendedores ambulantes

Na capital paulista está florescendo uma atividade comercial totalmente fora dos padrões e com grandes riscos. Devido o constante combate aos vendedores ambulantes em pontos fixos no centro de São Paulo, eles migraram para os faróis e cruzamentos mais importantes da cidade. Os faróis também são conhecidos como semáforos ou sinaleiras em outras cidades ou estados. Agora até em Martinópolis existe um, no cruzamento da avenida Coronel João Gomes Martins com a rua 9 de Julho.

Os vendedores ambulantes desses faróis (ou sinaleiros) são cada vez mais criativos. Alguns colocam meia dúzia de balas junto com um doce dentro de um saquinho plástico, grampeiam um apelo chamativo do tipo "me ajudem, tenho várias crianças para criar" ou "vendo balas para sobreviver, apenas 1,00" e colocam no retrovisor do carro quando estes param nos cruzamentos. Tem que ter agilidade, colocam umas dez embalagens em carros variados e voltam correndo para o início da fila, torcendo para que algum motorista se sensibilize e compre. Tudo dentro do período que o carro estiver parado, aguardando o sinal abrir. E sempre há os que compram. Se em cada "rodada" venderem uma embalagem, já é lucro, no final do dia dá uma arrecadação de uns 100,00 brutos ou uns 50,00 líquidos,descontando o valor pago na aquisição das balas e doces.

Há ainda, nesses cruzamentos, os artistas de rua, uns fazendo malabarismos, outros imitando palhaços e divertindo crianças, mas todos pedindo algumas moedinhas no final. Também ter que ter agilidade, tanto para as exibições como para correr entre os carros e arrecadar as moedas, antes do sinal abrir. Noventa e nove por cento dos motoristas os ignoram, mas sempre há os que dão algumas moedas. E assim eles vão sobrevivendo.

Em locais de grandes congestionamentos, aparecem os vendedores de biscoitos, bolachas, garrafinhas de água, chocolates etc. Arriscam a vida entre os carros, atrapalham um pouco o trânsito, mas como não são fixos como os antigos ambulantes, não há como fiscalizar e coibir. Proíbem aqui, eles correm ali e tudo bem. Como carregam os produtos nas costas (ou na frente, num tabuleiro), não há como confiscar a mercadoria. O guarda municipal ou fiscal pode apreender mercadorias de ambulantes que sejam pegos em flagrante, com suas mercadorias expostas numa rua ou praça. No entanto, se o vendedor estiver com a mercadoria escondida numa sacola, não podem confiscar sem autorização judicial.

Nas proximidades do Mercadão Municipal há os vendedores de réstias de alho, de maçãs, peras, caquis, goiabas e frutas diversas. Sempre nos faróis, aproveitando o tempo que os motoristas param no sinal vermelho. Sempre com agilidade, evitando ser atropelado.

Trata-se da eterna luta pela sobrevivência. Uma luta ancestral, que vem dos nossos antepassados nas cavernas, quando tinham que caçar e pescar para sobreviver. O problema nem é quando o ambulante é o próprio "dono do negócio". Maior problema existe quando há exploração de menores ou de pessoas sem recursos. Há verdadeiras empresas por trás de muitos desses ambulantes de faróis paulistanos, que recrutam pessoas - até crianças - para a venda. Tal prática teria que ser combatida com rigor.

Lembro uma noite de chuva fraca que, em uma movimentada avenida paulistana, duas garotinhas com cerca de dez anos surgiram de repente na frente dos carros parados no farol, pedindo moedas. Não vendiam nada, só pediam, Estavam com a roupa e os cabelos molhados pela chuva. Ninguém abria o vidro, o pedido era em vão. Olhei ao lado e vi um homem de uns 40 anos que as incitavam a pedir, indicando os carros mais vistosos onde deveriam fazer o apelo e poderiam ter sucesso. Seria o pai? Um irresponsável que não quer trabalhar e faz as filhas pedir dinheiro até numa noite chuvosa? Ou um "empresário" que promete alguns trocados a duas pobres meninas abandonadas? Uma cena que gostaria de esquecer, mas sempre me vem à mente quando vejo alguém pedindo ou vendendo coisas nos faróis paulistanos.



Escrito por José Carlos Daltozo às 08h45
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