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Blog do Daltozo
 


Não vai ter jeito. Mais dia, menos dia, teremos zona azul de estacionamento nas principais ruas de Martinópolis. Hoje já está difícil encontrar vagas para estacionar nas nossas ruas comerciais, as pessoas estão deixando os veículos cada vez mais distantes de onde precisam ir. Outros, mais previdentes, estão indo a pé, quando não precisam carregar objetos pesados ou volumosos. Na segunda feira à tarde, dia 24, demorei cinco minutos para encontrar uma vaga e deixei meu carro a duzentos metros da loja que precisava adquirir um produto.

 

 

 

Com o sistema de zona azul, usando talão de estacionamento de uma ou duas horas, por um valor de, digamos, apenas 1,00 a hora, seria uma solução imediata. Os motoristas que atualmente deixam os carros parados o dia inteiro no mesmo local, não poderão mais fazê-lo. No início, o sistema seria implantado apenas na rua 9 de Julho, avenida Coronel e avenida Pe. Jorge Summerer, em seus trechos com maior volume comercial, além dos quarteirões próximos. Alguns comerciantes podem ser contra no início, mas depois concordarão que nesse sistema todos saem ganhando.

 

 

 

Em São Paulo, para citar como exemplo a maior cidade do país, estacionar também está cada vez mais difícil e complicado. As zonas azuis vão sendo substituídas por faixas exclusivas de ônibus ou por ciclovias. O preço do estacionamento, na capital paulista, está pela hora da morte. Em bairros considerados nobres, com grande circulação de pessoas, está custando 18,00 a primeira hora e 5,00 cada hora seguinte. Nos bairros um pouco mais distantes, os valores são de 10,00 a primeira hora e 2,00 cada hora seguinte.

 

 

 

Em Martinópolis ainda não há necessidade de estacionamentos particulares pagos, mas se fizermos uma projeção para daqui a dez ou quinze anos, com certeza eles também começarão a existir. Fiquei sabendo que um empresário paulistano, nascido em Martinópolis, vai construir na rua 9 de julho, perto do Bradesco, um edifício de dois pavimentos para abrigar uma galeria de lojas. Não conheço o projeto, mas acredito que ele tenha tido o cuidado de pensar no futuro e construir um andar de estacionamento no subsolo, para uns 40 veículos. Para quem vai gastar um bom dinheiro na construção do prédio, tem que pensar no futuro - com eu disse antes, pensar daqui a 10 ou 20 anos - e ter esse estacionamento no subsolo. Uma simples laje a mais, alguns milhares de tijolos e algumas centenas de sacos de cimento a mais e tudo estará resolvido. Ainda dá tempo de estudar isso, porque as demolições dos prédios antigos nem começaram.

 

 

 

Estacionamento, eis a palavra chave hoje em dia. O motivo do Martshopping, na rua José Teodoro, não ter sido o sucesso previsto foi exatamente esse: a falta de estacionamento. Cada dia mais e mais pessoas possuem carros, as indústrias automobilísticas despejam milhões de novos carros todos os anos. Onde estacioná-los em nossa ruas cada vez mais atulhadas?

 

 

 

 

 



Escrito por José Carlos Daltozo às 10h08
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Um livro é como um filho. Quando ele sai da maternidade (no caso, da gráfica que o imprimiu), o pai (no caso, o autor) fica lambendo a cria. Olha, revira, fica feliz se tudo saiu a contento, se as fotos reproduzidas nas páginas ficaram ótimas, se o papel escolhido foi o mais adequado, se a capa ficou bonita e vistosa. Agora é esperar que as vendas cubram os custos e que os adquirentes também tenham a mesma grata satisfação que tive ao produzi-lo.  Melhor ainda é receber elogios das pessoas que compraram o livro. Muitas disseram que os textos e fotos fizeram recordar os bons anos da infância vivida na roça. Outros disseram que o livro trouxe à memória coisas e objetos que estavam escondidos nos escaninhos da mente.

Um e-mail recebido de um amigo paulistano, ele também autor de vários livros, foi um grande incentivo para continuar a oferecer aos martinopolenses livros cada vez mais aperfeiçoados. Reproduzo suas palavras:

"Caro amigo Daltozo, Parabensíssimos!!! Este "Costumes e Tradições Rurais" era um livro que faltava ser escrito. Nunca vi nada igual, tive a gostosa sensação de estar em muitas de suas páginas. Na minha infância passei muitas férias na fazenda do meu nonno materno, João como eu. Ele não era fazendeiro, morava em São Paulo, mas tinha fazenda em Araçatuba (em verdade Guatambú, entre Araçatuba e Birigui) e lá ia eu, de trem, com meus pais, fazendo baldeação em Bauru, onde lembro do susto e do mau humor de ser acordado no meio da noite e ter que descer na estação iluminada como uma árvore de Natal, barulhenta e fumacenta como ela só. Passava férias com cheiro, gosto e barulhos das páginas do seu livro.Até o primeiro amor por uma menina caipirinha, a Marina (hoje prefiro a caipirinha propriamente dita), foi lá que eu tive. Eu tinha uns nove anos, ela uns oito. Mas que gosto doído! Seu livro, só de folhear, já abriu uma cortina na minha mente que estava há muito tempo fechada. Até quase chego às lágrimas (ou melhor, cheguei mesmo às lágrimas) quando vejo tanta coisa atrás dela, de que nem me lembrava mais. Você me fez lembrar de meus pais, de meus avós e da Marina, fora os amigos que era triste deixar quando acabavam as férias: meninos da roça, peões, colonos, velhinhos contadores de histórias de assombração no pasto e no cafezal. Acho que, como aconteceu comigo, seu livro vai mexer com o coração de muita gente. Devo dizer a você não um simples parabéns, mas um "Deus te abençoe". Você mexeu com meu coração. Um abração do João Gerodetti."

Locais de venda do livro em Martinópolis: Banca de Revistas da Rodoviária, Restaurante Ouro Verde, Posto Estrela, Foto Muito Bom, Papelaria do Vadinho, Vó Iza Multiloja, Padaria Terere, Mart-Flex, CCAA, AABB, Padaria Doce Momento (antiga Doce Arte), RD Informática, Paróquia Santa Bibiana, Panificadora Marini, Massa X, Escritório Gilson Rigolin e Bazar Sanji Morigaki.


 

 



Escrito por José Carlos Daltozo às 12h49
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Já foi finalizado, na Editora Impress, em Presidente Prudente, especializada na edição de livros e apostilas, meu novo livro. Contendo 128 páginas, em papel couchê, ilustrado com mais de 150 fotos, tem o título de COSTUMES E TRADIÇÕES RURAIS. Neste décimo livro relato tudo que havia antigamente nos sítios e fazendas e estão desaparecendo com o progresso. Por exemplo, pilão, roda d'água, monjolo, fogão a lenha, chuveiro Tiradentes, fritar e conservar carne na gordura derretida, conservar linguiça em varal acima do fogão a lenha, curandeiro, parteira, benzedeira, professora rural, arado manual, festas juninas, lavar roupa no riacho, crendices e superstições, ditados populares, enfim, dezenas de outras abordagens.

Acredito que o livro será lido com satisfação por aqueles que viveram ou ainda vivem na zona rural, também por aqueles que só ouviram falar mas gostarão de saber como foi sacrificada a vida de seus antepassados.

Meus livros anteriores são: MARTINÓPOLIS, SUA HISTÓRIA E SUA GENTE editado em 1999, BANCO DO BRASIL - 50 ANOS EM MARTINÓPOLIS (2002), ÁLBUM HISTÓRICO E FOTOGRÁFICO DE MARTINÓPOLIS (2004), CARTÃO POSTAL, ARTE E MAGIA (2006), LOJA MAÇÔNICA 3 DE MAIO (2007), NOS TRILHOS DA HISTÓRIA (relatos e fotos da E. F. Sorocabana, em 2008), UM NOVO AMANHÃ (sobre imigrantes japoneses, em 2008), SESSENTA ANOS SEMEANDO CONHECIMENTO (sobre a escola mais antiga da cidade, em 2010) e FAZENDA SÃO JOSÉ (também em 2010). Dois desses livros não foram vendidos ao público, foram feitos por encomenda de uma entidade (no caso da Maçonaria) e da família Junqueira (Fazenda São José), distribuídos por eles aos integrantes, parentes e amigos. Todos os livros estão esgotados há tempos. Todos tem boa quantidade de fotos antigas, dentro de cada tema abordado. Dizem que uma boa foto vale mais que mil palavras, percebo que um bom número de pessoas que adquirem meus livros querem mesmo é ver as fotos, se tem algum parente ou conhecido entre os retratados nos livros, ver os costumes, os carros, as empresas antigas, os esportes, a vida social e religiosa, a política, os hábitos, enfim, o modo de vida da cidade em todos os seus aspectos.

Não pretendo parar de publicar livros. O próximo talvez seja a biografia de um empresário paulistano, nascido em Martinópolis, estamos em contato para que eu dê prosseguimento ao projeto, uma vez que fiz algumas pesquisas e entrevistas há vários anos. Outro projeto que tenho em mente é uma sequência do primeiro livro, "Martinópolis, sua história e sua gente". Não será simplesmente uma segunda edição atualizada, porque não teria vendas suficientes para pagar os custos. Por isso vou refazê-lo em outro formato, como um "DICIONÁRIO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE MARTINÓPOLIS", onde as pessoas encontrarão as informações em ordem alfabética. Por exemplo, se procurar a história da Santa Casa, vai direto na letra S. Se pesquisar sobre a Usina Laranja Doce, na letra U. Se quiser saber a história do Teçaindá, na letra T. A história da Prefeitura será na letra P e assim por diante, serão centenas de tópicos, históricos e geográficos. Inclusive biografias resumidas das pessoas que são nomes de ruas na cidade.

"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer", diz uma famosa música. Portanto, mãos à obra e vamos em frente. O livro já está à venda nos locais tradicionais, como a banca de revistas da Rodoviária, o Restaurante Ouro Verde, entre vários outros lugares. Também poderá ser solicitado pelo Correio, para os que residem em outras cidades, basta enviar e-mail para jcdaltozo@uol.com.br ou telefone 18 - 3275.1168, darei as dicas de onde depositar o valor do livro mais despesas postais.

 

 



Escrito por José Carlos Daltozo às 12h48
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Ser aposentado não é definhar, não é esperar a morte, não é deixar de lado a vida cotidiana. É, no meu entender, um período de realizações pessoais ainda maiores do que quando no trabalho convencional. É ter tempo de "viver a vida" em sua plenitude, sem relógio, sem patrão, fazendo o que gosta. Podemos considerar a aposentadoria como apenas uma etapa da vida, a exemplo da infância, adolescência, maturidade e velhice. Aposentar-se é ter criado condições de parar de trabalhar num determinado emprego ou atividade econômica, após cumprido um certo número de anos contribuindo com um instituto de previdência governamental ou particular e receber de volta, mensalmente, valores equivalentes ao que contribuiu.

Eu trabalho desde os onze anos de idade, logo após ter concluído o famoso curso de datilografia. Meu pai me levou a um escritório de contabilidade quando morávamos em Rinópolis-SP e disse ao proprietário se não estava precisando de um garoto para tarefas triviais, que eu tinha "diploma de datilografia", como se fosse algo extremamente importante. E na época até que era. O dono do escritório riu, disse que estava precisando de alguém com um pouco mais de idade mas, se eu realmente soubesse datilografar, podia me contratar. Deu uma folha em branco, indicou uma máquina de escrever e dobrou um jornal numa notícia qualquer, pedindo que eu copiasse. Ele gostou e assim fui contratado. Dois anos depois, mudamos para Tupã-SP e fui trabalhar em outro escritório de contabilidade, até passar no concurso do Banco do Brasil, aos dezoito anos de idade, quando fui trabalhar em São Paulo, o concurso era específico para suprir vagas na capital paulista. Fiquei nove anos na agência Brás, próxima ao Largo da Concórdia, na Avenida Rangel Pestana. Em 1978 fui nomeado para um cargo em Martinópolis e aqui estou até hoje.

Pouco tempo antes de me aposentar no Bando do Brasil, já pensava o que fazer da vida. Ficar sentado, de pijama, vendo televisão dia inteiro? Definitivamente não. Ficar na janela vendo a vida passar, como faz Carolina na música do Chico Buarque? Também não. Queria fazer algo, mas que não mexesse com números, matemática, juros, contratos, coisa que fiz durante muitos anos de minha vida de escritório e banco. Cursei Letras na juventude, nas nunca dei uma aula na vida. Resolvi usar os conhecimentos adquiridos na faculdade e, aceitando convite do Marcos Carmanhães, criamos o jornal Folha da Cidade.

Sempre colaborei com publicações, seja jornais, revistas, informativos etc. Antes da aposentadoria, comentava com clientes do banco dos meus propósitos de um dia escrever um livro histórico sobre a cidade. Muitos incentivaram, geralmente filhos de pioneiros, alguns inclusive forneceram fotos antigas, que eu reproduzia e devolvia. Usei muitas dessas fotos no meu primeiro livro, MARTINÓPOLIS, SUA HISTÓRIA E SUA GENTE, que levou um ano de pesquisas e foi lançado no aniversário da cidade, em junho de 1999. Foi um sucesso, a primeira edição de mil exemplares esgotou em quatro meses, fiz segunda edição de 500 exemplares, demorou um ano e meio e esgotou também.

Desliguei-me da sociedade no jornal para ter tempo de escrever mais livros. Já foram dez, incluindo este que foi lançado esta semana, sobre o mundo rural de antigamente, com o título de COSTUMES E TRADIÇÕES RURAIS.

 

 



Escrito por José Carlos Daltozo às 12h46
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Você já leu um livro esta semana? E este mês? E no ano passado? Livros de qualquer estilo, qualquer tema: romances, crônicas, poesias, autoajuda, históricos. O importante é ler, e muito. Quem lê, um mundo novo se descortina em sua vida. Uma pesquisa divulgada em 2012, revela como anda o mundo da leitura no Brasil. Em Martinópolis não deve ser muito diferente. Vamos à ela, que diz: "O brasileiro sabe da importância da leitura para progredir na vida, mas continua considerando a atividade desinteressante. Este é o principal diagnóstico da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", divulgada em 2012 pelo Instituto Pró-Livro. Foram entrevistadas mais de cinco mil pessoas em 315 municípios e os resultados apontam que apenas metade delas pode ser considerada leitora. O critério é ter lido pelo menos um livro nos últimos três meses.

Entre os participantes, 64% concordaram totalmente com a afirmação "ler bastante pode fazer uma pessoa vencer na vida e melhorar sua situação econômica". Mas 30% disseram que não gostam de ler, 37% gostam um pouco e 25% gostam muito. Entre os não leitores, a principal razão para não ter lido nos últimos meses é a "falta de tempo", apontada por 53% dos entrevistados. No topo da lista aparecem também justificativas como "não gosto de ler" (30%) ou "prefiro outras atividades" (21%). Para Maria Antonieta Cunha, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e diretora do programa do Livro Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, o brasileiro associa a leitura à obrigação e não ao prazer. Um trecho do estudo que evidencia essa tese são as respostas dos entrevistados à pergunta "qual é o significado da leitura para você". Mais de 60%, acham que ler é uma "fonte de conhecimento para a vida", "fonte de conhecimento para atualização profissional" (41%) e "fonte de conhecimento para a escola" (35%). Para a professora, os resultados indicam que a maioria das pessoas não associa diretamente a leitura a uma atividade de lazer.

A questão é que nós não temos a leitura como um valor social. A pessoa não conseguiu descobrir que a leitura trabalha, mais do que tudo, com a transcendência, que é o grande item do ser humano. É aquilo que diz Fernando Pessoa: a literatura é uma confissão de que a vida não basta", disse Maria Antonieta durante o lançamento da pesquisa. O estudo também demonstra que o hábito da leitura está conectado com a frequência à escola. Entre os que estudam estão apenas 16% do total da população de não leitores. Mesmo entre aqueles considerados leitores, a média de obras lidas é 1,4 para quem não está estudando ante 3,4 para quem estuda (considerando os últimos três meses). "Que escola é essa que nós temos que não consegue desenvolver leitores para a vida inteira?", pergunta Maria Antonieta.

A representante do Ministério da Cultura defende que as escolas e as bibliotecas, apontadas como um local desinteressante pelos entrevistados, precisam ter bons mediadores de leitura. "São professores verdadeiramente capazes de fazer o olhinho do aluno brilhar ao ouvir uma história. Para isso o próprio professor precisa ser um apaixonado pela leitura".

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por José Carlos Daltozo às 12h45
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Alguns leitores poderão dizer "esse cara é muito saudosista". Outros comentarão que falo muito do passado. Mas isso é natural, afinal o presente é o que estamos vivendo neste momento, o minuto anterior já é passado. E o futuro só Deus sabe... portanto, passado é tudo aquilo que já vivemos, seja ontem, ou há dez anos, ou em décadas passadas.

Por exemplo, nesta era de celulares inteligentes e modernosos, de tablets, de notebooks, falar de máquina de escrever, então, é algo do tempo dos dinossauros. Mas não faz tanto tempo assim, até 1990 ela estava presente em todos os escritórios do mundo e hoje ainda resiste em alguns, para executar determinados serviços. E os cursos de datilografia? Sumiram definitivamente, hoje todo mundo aprende manipular o teclado dos computadores e celulares na prática, com apenas um dedo de cada mão. Nos velhos tempos da máquina de escrever, fazer um curso de datilografia era primordial. E obviamente usar os cinco dedos de cada mão, no velho asdfg.

Muitas outras coisas sumiram no tempo. Por exemplo, quando mudei para Martinópolis, o padeiro tinha uma carroça e entregava o pão em casa. De manhã bem cedo deixava dentro de um saquinho na grade da casa e ninguém roubava. O leiteiro entregando leite em cada casa até que não é tão antigo assim, até há poucos anos ainda havia alguns, em litros de vidro.

Outras coisas que estão desaparecendo: o tintureiro, substituído por modernas máquinas de lavar e secar roupas na maioria das casas, além de lavanderias modernas em muitas cidades. Alfaiates foram derrotados pelas confecções prontas, poucas pessoas confeccionam ternos e roupas sob medida. O mesmo aconteceu com as costureiras, maioria prefere comprar vestidos e blusas prontas. Em aparelhos de som, nem vou falar do fonógrafo, que era o avô dos toca-discos. Aliás, estes também faleceram, só os muito saudosistas ouvem LPs e até os CDs estão sendo derrotados por gravações em pen drives e MP3. Lembro dos velhos tempos que havia rádio vitrola, outro dinossauro do tempo dos LPs de 45 rotações por minuto, sucedidos pelos de 33 rotações. E as tevês preto e branco, então, sumiram definitivamente, como está acontecendo com as tevês de tubo na atualidade, sucedidas por fininhas teves de plasma, de LCD, de LED, em duas ou três dimensões. Desapareceram também os rádios Philips, Zenith, Spika, Mitsubishi. E o que mais desapareceu? O drops Dulcora, a Crush e a Grapette, os cigarros Fulgor, Astoria, Hollywwod e Continental, as bolachas Duchen. O pente Flamengo que não podia faltar no bolso de qualquer rapaz que pretendia se apresentar bem. Lembram do Glostora, uma pasta para alisar e deixar brilhante o cabelo? Quanto aos remédios, será que ainda existe o óleo de fígado de bacalhau? O Biotônico Fontoura sei que resiste ao tempo, assim como o Melhoral, a Cafiaspirina e a pomada Minâncora. Mas o Capivarol (tônico), o Bromil (tosse), as pílulas Dr. Ross, o Phymatosan, devem ter desaparecido nas brumas do tempo ou, se ainda existirem, poucas pessoas adquirem.

Os tempos mudam, os costumes também, só que agora com uma velocidade muito grande. Você compra um celular hoje e a semana que vem é lançado um modelo mais aperfeiçoado, o seu já ficou ultrapassado. O mesmo acontece com computadores, notebooks, tablets, cada dia somos surpreendidos com modelos que fazem mil e uma atividades. Esta é a sociedade de consumo em seu grau máximo, o tempo do descartável, de usar um produto pouco tempo e deixá-lo de lado por um modelo melhor, mais chamativo e com mais aplicativos. Olha aí a palavra "aplicativo", que nem sonhávamos existir há poucos anos, hoje está em tudo na nossa vida. Vem do inglês application, é o modo que você faz uso do programa executável do computador, no celular e em outros equipamentos da atualidade.





 

 



Escrito por José Carlos Daltozo às 12h44
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Há cento e vinte e cinco anos, nasceu em Londres um gênio do cinema mundial. Charles Chaplin, o famoso Carlitos, veio ao mundo em 16 de abril de 1889 e faleceu em Vevey, na Suíça, em 25 de dezembro de 1977, aos 88 anos de idade. Fez muitos filmes mudos em curta metragem, usando a mímica e a comédia pastelão com maestria. Foi ator, diretor, produtor, empresário, escritor, comediante, dançarino, roteirista e músico. O seus filmes longa metragem mais famosos são O Garoto, Tempos Modernos, O Grande Ditador, Luzes da Cidade, A Corrida do Ouro e O Circo. Como escritor, deixou textos e pensamentos que passaram para a posteridade. Reproduzimos abaixo um deles, sobre a vida moderna e o que isso afeta a convivência do ser humano, além dos ditadores que sempre surgem em diferentes países e etapas da história. Este texto foi escrito por Chaplin durante a Segunda Guerra Mundial.

"Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

A aviação e o rádio nos aproximou. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloquente à bondade do homem, um apelo à fraternidade universal, a união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora. Milhões de desesperados: homens, mulheres, criancinhas, vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que podem me ouvir eu digo: não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia, da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. Sei que os homens morrem, mas a liberdade não perecerá jamais."

Querem mais? Aqui estão algumas frases imortais de Chaplin:


"Lute com determinação, abrace a vida com paixão, perca com classe e vença com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito bela para ser insignificante".

"O valor de um homem não se dá pelas roupas ou bens que possui e sim pelo caráter e beleza dos seus ideais".

"Não fique triste quando ninguém notar o que você fez de bom. Afinal, o sol faz enorme espetáculo ao nascer e, mesmo assim, a maioria de nós continua dormindo."

"Se as coisas não saíram como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser."

 

 



Escrito por José Carlos Daltozo às 12h41
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 A primeira emissora de televisão no Brasil, TV Tupi Difusora de São Paulo-PRF3TV, surgiu em 1950. Antes de ir ao ar, houve uma transmissão experimental em circuito fechado, com apresentação do Frei José Mojica (ex-ator de Hollywood), visto em apenas dois receptores de TV instalados no saguão do Edifício dos Diários Associados, empresa proprietária da emissora, e em outros dois colocados ao ar livre para ser assistida pelo publico paulistano. Graças ao seu proprietário, o jornalista Francisco de Assis Chateaubriand, o Chatô, a inauguração oficial aconteceu em 18 de setembro de 1950, com a apresentação do quadro "Apoteose", apresentando a cantora santista Lolita Rodrigues, que interpretou a canção "Coração da TV". Ela substituiu Hebe Camargo, que estava com forte resfriado.

O primeiro programa apresentado no dia seguinte foi o "TV na Taba", dirigido por Cassiano Gabus Mendes e com apresentação de Homero Silva. Participaram Hebe Camargo, Lima Duarte, Mazzaropi, Aurélio Campos e Walter Forster. No Rio de Janeiro, então capital federal, a TV Tupi foi inaugurada quatro meses depois, em janeiro de 1951. As primeiras emissoras funcionavam somente durante algumas horas do dia e o raio de alcance do sinal era limitado, cerca de 100 quilômetros. Além disso, os aparelhos sofriam interferências e tinham chuviscos demasiados. Mesmo assim era uma grande atração.

Logo surgiram os noticiários, os programas esportivos e de variedades, como o famoso "Almoço com as Estrelas", e os programas de teleteatro ao vivo. Os anúncios eram feitos por garotas-propagandas, ao vivo. Em 1953, estreou o programa "Alô Doçura", com Eva Wilma e John Herbert, inspirado no programa americano I Love Lucy.

Em 1955 estreou "O Céu é o Limite", primeiro programa de perguntas e respostas da televisão brasileira, apresentado por J. Silvestre. Outro programa marcante para as crianças dos anos 50 foi o "Sítio do Pica Pau Amarelo", apresentado por Julio Gouveia, que segurava um livro de Monteiro Lobato, como se tivesse contando as histórias. Em 1955 estreou a "Grande Gincana Kibon", que foi ao ar durante 16 anos, nas tardes de domingo da TV Record. O apresentador era o santista Vicente Leporace que, diga-se de passagem, apresentou durante vários anos o programa a "Voz do Trabuco", da Rádio Bandeirantes.

Grandes programas da TV foram: O Circo Bom Bril, O Circo do Arrelia, Repórter Esso, Mappin Movietone, Vigilante Rodoviário, Os Reis do Ringue, entre vários. Na década de 1960 a televisão se tornou muito popular e uma ameaça para o cinema. Além disso, começavam a fabricar televisores no Brasil, o que barateou o custo, até então importados dos Estados Unidos. Um dos maiores sucessos foi o programa "Família Trapo" da TV Record. Participavam do programa Jô Soares, Zeloni, Renata Fronzi, Ricardo Corte Real, Ronald de Golias e Cidinha Campos. Quem não tinha televisor em casa, dava um jeito de visitar o vizinho exatamente na hora do programa preferido. Eram os chamados "televizinhos".

Não poderia deixar de recordar alguns dos seriados da TV que fizeram muito sucesso: I Love Lucy, Papai Sabe Tudo, Rin Tin Tin, Bat Masterson, Bonanza, Chaparral. Golfinho Flipper, Dr. Kildare, Agente 86, Jeanne é um Gênio, Perdidos no Espaço e Flintstones.


 

 

 

 



Escrito por José Carlos Daltozo às 12h40
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Duplicação da rodovia Assis Chateaubriand

Estão sendo construídas na rodovia Assis Chateaubriand, nas proximidades do bairro do Matão, município de Martinópolis, duas balanças para pesagem de caminhões. Uma de cada lado da rodovia, com a finalidade de verificar se os veículos pesados que transitam por ali estão acima do peso máximo da rodovia, atualmente 57 toneladas. Isso porque o trecho é rota de fuga do pedágio da Rodovia Raposo Tavares, eles usam a rodovia interna Martinópolis-Assis como alternativa. Rodam trinta quilômetros a mais, mas não pagam os três pedágios existentes no trecho da Raposo Tavares entre Assis e Presidente Prudente. O meu questionamento é: será que tais praças de pesagem vão realmente funcionar? Isso porque, em minhas viagens a São Paulo, vejo várias balanças pelo caminho, mas nenhuma funcionando. Isso mesmo, nenhuma, na ida ou na volta. Para que gastar dinheiro com a construção de tais praças, se elas ficarem apenas como enfeite? Acho justo e necessário que existam, mas que funcionem e coibam o tráfego de caminhões acima do peso, eles estão afundando o asfalto, como já está ocorrendo com alguns trechos da recentemente recapeada rodovia Assis Chateaubriand. Por exemplo, na terceira faixa da subida do clube San Fernando, sentido Prudente-Martinópolis, o asfalto está afundando, formando trilhos, dificultando o trânsito de carros pequenos. E em muitos pontos da rodovia já se notam buracos no asfalto, rachaduras, elevações, trilhos... tudo devido ao trânsito de veículos pesados, que eu chamo de "fugitivos do pedágio". Falam em duplicação da rodovia Assis Chateaubriand, mas será que realmente vai acontecer um dia? Tomara que sim. Estudos realizados apontam que o tráfego nesse trecho é gigantesco, a duplicação é urgente e necessária. Uma perguntinha simples: se essa duplicação ocorrer, digamos, nos próximos dois anos, para que construir essas duas balanças muito próximas da via atual? Terão que ser destruídas em pouco tempo, porque naquele mesmo espaço passarão as novas pistas de rolamento. Já deveriam prever isso e construí-las dez metros afastadas do local atual, prevendo tal duplicação. Coisas do Brasil, tudo é feito sem planejamento, às pressas, por decisões sabe-se lá de quem, dentro de um gabinete fechado, sem preocupação com o futuro. Outro detalhe: autoridades municipais e regionais interessadas na duplicação do trecho Martinópolis-Presidente Prudente tem que atuar junto ao governador Geraldo Alckmin para que acelere os projetos e licitações visando o início das obras. O próximo ano, 2014, é ano eleitoral, não podem assinar contratos a partir de julho. Portanto, se a "nossa duplicação" não for licitada até lá e o governador atual não for reeleito, tudo pode ir por água abaixo. O próximo governador talvez resolva que esse não é um projeto prioritário e engavetá-lo. É o que aconteceu, por exemplo, com as vicinais Teçaindá-Pracinha e Caiabu-Mariápolis. Foi anunciado com alarde que seriam asfaltadas no governo José Serra, mas demoraram para licitá-las, ele deixou o governo e o novo titular jogou os planos numa gaveta. Os deputados estaduais da nossa região não se mexeram, as vicinais asfaltadas não saíram até hoje e certamente não sairão tão cedo. Seriam duas novas e importantes ligações entre as regiões da Alta Sorocabana com a Alta Paulista.

Vamos dar um crédito de confiança, tomara que a duplicação da Assis Chateaubriand seja realmente efetivada. Não deixo de pensar que essa rodovia foi construída em 1960, no governo Carvalho Pinto, quando existia meia dúzia de kombis, meia dúzia de jipes e meia dúzia de caminhões. Naquela época, rodovia asfaltada de pista simples era normal. Mas hoje, com a quantidade de veículos que temos trafegando incessantemente, rodovias desse porte, ligando várias regiões do estado, deveriam ter sido duplicadas em toda a sua extensão (Presidente Prudente a São José do Rio Preto) há muitos anos.

Por sua vez, as obras de recapeamento e construção de terceiras faixas na rodovia Assis-Martinópolis foram 98% concluídas, estão faltando apenas os três trevos nas entradas de Rancharia, que estão em obras aceleradas. O asfalto ficou muito bom, da mesma forma que ficará o trecho Teçaindá-Parapuã, da rodovia Assis Chateaubriand, também em obras atualmente. Passei por ali recentemente, há duas grandes frentes de trabalho, com interrupções de tráfego "pare e siga". Serão construídas terceiras faixas em várias subidas, o acostamento será nivelado, enfim, ficará com o padrão dos demais trechos dessa importante rodovia.



Escrito por José Carlos Daltozo às 08h57
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Frases engraçadas pinçadas de redações do ENEM 2012

As frases abaixo parece que foram tiradas de algum programa de humor na televisão. Mas, na verdade, não foram ditas por nenhum profissional do humor, elas simplesmente demonstram o despreparo de alguns dos nossos estudantes pelo Brasil afora. Foram compiladas das provas de redação do ENEM no estado do Espírito Santo, em 2012. O ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - é uma prova criada pelo Ministério da Educação para avaliar o nível de ensino médio ministrado no país e sua nota é utilizada como um dos componentes para ingresso em universidades públicas. No apanhado de frases abaixo, temos uma pequena amostra da criatividade ou, melhor dizendo, das besteiras que nossos alunos escrevem. Erros de grafia, de concordância, de falta de conhecimento linguístico e histórico são comuns. Após cada frase, quem colocou isso na Internet fez um comentário engraçado e esclarecedor, que está entre parênteses.

Eis as frases:

"Antes da Dilma, o Brasil não teve mulheres presidentes, mas várias primeiras-damas foram do sexo feminino". (Ou seja, segundo o autor dessa frase, alguns ex-presidentes devem ter se casado com travestis.)

"O bem star dos abtantes da nossa cidade muito endepende do governo federal". (Vende-se máquina de escrever faltando algumas letras.)

"Animais vegetarianos comem animais não-vegetarianos". (Esse aí deve comer capim.)

"Não cei se o presidente está melhorando as insdiferenças sociais ou promovendo o sarneamento dos pobres. Me pré-ocupa o avanço regresssivo da violência urbana". ("Sarneamento" deve ser o conjunto de medidas adotadas por Sarney no Maranhão. Quer dizer, eu "axo", mas não me "pré-ocupo" muito.)

"Fidel Castro liderou a revolução industrial de 1917, que criou o comunismo na Rússia".

(Esse aluno misturou tudo, revolução industrial inglesa do século 18 com revolução comunista na Rússia e com Fidel Castro, que é cubano e não tem nada a ver com a história).

"O Convento da Penha foi construído no céculo 16 mas só no céculo 17 foi levado definitivamente para o alto do morro". (Demorou um "céculo" inteiro pra fazer a mudança?)

"A História se divide em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje". (Este aluno esqueceu a História em Quadrinhos.)

"Os índios sacrificavam os filhos que nasciam mortos matando todos assim que nasciam". (Mas e se os índios não matassem os mortos????)

"Bigamia era uma espécie de carroça dos gladiadores, puchada por dois cavalos". (Ou era uma "biga" macho que tinha duas "bigas" fêmeas, puxada por um burro?!)

"Os pagãos não gostavam quando Deus pregava suas dotrinas e tiveram a idéia de eliminá-lo da face do céu". (Como será que eles pretendiam fazer isso?!)

"A capital da Argentina é Buenos Dias". (De dia. À noite chama-se Buenas Noches.)

"As aves tem na boca um dente chamado bico". (Cruz credo.)

"A prinssipal função da raiz é se enterrar no chão". (E a "prinssipal" função do autor dessa frase deveria ter o mesmo destino. E ainda vivo...)

"Respiração anaeróbica é a respiração sem ar, que não deve passar de 3 minutos".

(Senão a anta morre.)

"Ateísmo é uma religião anônima praticada escondido. Na época de Nero, os romanos ateus reuniam-se para rezar nas catatumbas cristãs".

(E alguns ainda vivem nas "catatumbas".)

"Os egipícios dezenvolveram a arte das múmias para os mortos poderem viver mais"."

(Esse precisa "dezenvolver" o cérebro. Será que "egipício" é para rimar com estrupício?)

"O nervo ótico transmite ideias luminosas para o cérebro".

(Esse aí não deve ter o tal nervo, ou seu cérebro não seria tão obscuro.)

"A Geografia Humana estuda o homem em que vivemos".

(Alguém entendeu?)

"A Previdência Social assegura o direito a enfermidade coletiva".

(Esse é espirituoso...)

"O nordeste é pouco aguado pela chuva das inundações frequentes".

(Verdade: de São Paulo até o Nordeste, falta construir aquedutos para levar as inundações.)

"Os primeiros emegrantes no ES construíram suas casas de talba".

(Enquanto praticavam "Tiro ao Álvaro".)

"Onde nasce o sol é o nacente, onde desce é o decente".

(Ué, o sol não nasceu pra todos?)

"Os Estados Unidos tem mais de 100.000 Km de estradas de ferro asfaltadas".

(Juro que eu não li isso.)

"As estrelas servem para esclarecer a noite e não existem estrelas de dia porque o calor do sol queimaria elas".

(Hum... Desconfio que vai ser poeta!)

"Republica do Minicana e Aiti são países da ilha América Central".

(Procura-se urgente um Atlas Geográfico que venha com um Aurélio junto.)

As autoridades estão preocupadas com a ploleferação da pornofonografia na Internet".

(Deve estar falando de algum CD que ele ouviu.)

"A ciência progrediu tanto que inventou ciclones como a ovelha Dolly".

(Teve a ovelha Katrina, também. Só que ela era meio violenta...)

"O Papa veio instalar o Vaticano em Vitória mas a Marinha não deixou para construir a Capitania dos Portos no mesmo lugar".

(Foi quando ele veio no papamóvel, lembra?)

"Hormônios são células sexuais dos homens masculinos".

(Isso. E nos homens femininos, essas células chamam-se frescurormônios.)



Escrito por José Carlos Daltozo às 08h56
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Dia do Folclore

Dia 22 de agosto foi comemorado o Dia do Folclore. A palavra "folclore" é de origem inglesa, formada por "folk" (povo) e "lore" (cultura), utilizado pela primeira vez em 1846 pelo arqueólogo Ambrose Merton, embora sua existência ocorra desde que o ser humano passou a se agrupar em comunidades, nos primórdios da civilização. O folclore, ou a "cultura de um povo", é a reunião das manifestações populares, com suas tradições e costumes, que são passados de geração a geração. Todos os povos da Terra possuem suas crenças, tradições e superstições, transmitidas através de lendas, provérbios, contos, canções, danças, artesanato, jogos, religiosidade, brincadeiras infantis, mitos, dialetos, festas e outras manifestações culturais.

A UNESCO reconhece que o folclore é sinônimo de cultura popular e representa a identidade social de uma comunidade através das criações culturais, coletivas ou individuais, e é também uma parte essencial do jeito de ser de cada nação.

O folclore não é estático, ele se modifica conforme o ambiente em que está estabelecido e no contato entre culturas diferentes, principalmente através das migrações. Hoje, com a facilidade das viagens intercontinentais e da Internet, o folclore de um povo está se espalhando com uma rapidez muito grande.

Há autores que definem o folclore como a história não escrita de um povo, um conjunto de mitos e lendas que as pessoas passam de geração para geração. Muitas nascem da imaginação das pessoas, principalmente nos camponeses e na vida rural. Um bom número dessas histórias foram criadas para passar mensagens de ética, amor, confraternização, bem estar e também para assustar crianças e pessoas de traços culturais mais simples. As lendas e mitos são histórias transmitidas oralmente através dos tempos, misturando fatos reais com outros frutos da fantasia. Os mitos são narrativas que possuem um componente simbólico. Na antiguidade, como a ciência não conseguia explicar os fenômenos naturais, criavam mitos para esse objetivo, dessa forma os deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturavam com fatos reais para dar sentido à existência dos seres vivos na face da Terra.

No Brasil temos, no folclore, personagens como o Saci Pererê, Lobisomem, Mula sem cabeça, Boitatá, Cuca, Curupira, Boto, Mãe d'água, entre outros. A influência norte-americana na cultura é tão forte que o Halloween (Dia das Bruxas) deles chegou até nós e é comemorado em muitas cidades. Há ainda as danças folclóricas, no Brasil as mais comuns são: maracatu, frevo, catira, quadrilha de festa junina e baião.

As simpatias e as superstições também fazem parte do folclore. São crendices que muitas pessoas acreditam sejam formas de evitar que algo ruim aconteça em suas vidas. Uma simpatia, por exemplo, é a que diz "para nos livrarmos do mal olhado, devemos espalhar sal grosso pelos cantos da casa". Outra é "Para ter sucesso na agricultura, deve-se plantar alho numa sexta-feira santa". Ou "Usar roupa branca no primeiro dia do ano traz sorte e saúde". Entre as inúmeras superstições, enumeramos as mais conhecidas como "não passar por baixo de uma escada, que dá azar", ou "quebrar um espelho resulta em sete anos de azar", assim como "contar estrelas apontando-as, faz nascer verrugas nos dedos da mão", ou "pio de coruja é sinônimo de mau agouro".



Escrito por José Carlos Daltozo às 08h54
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A rápida evolução da tecnologia

Manuseando algumas revistas antigas, encontrei uma edição da VEJA do Natal de 2005, com reportagem especial sobre "Tentações Eletrônicas". Menciona os produtos eletrônicos que existiam na época, sonho de consumo de milhões de pessoas. São decorridos apenas oito anos, mas o avanço tecnológico nesse curto período foi gigantesco. E os preços também despencaram, devido a produção em massa. Ou seja, a velha norma do capitalismo: maior produção, maior consumo, preços menores.

Começando pelos televisores, a dúvida na época era escolher entre LCD e Plasma. Não havia sido criado os televisores de LED nem 3D da atualidade. E os preços eram de cair o queixo. Segundo as reportagens da revista, o preço de uma tevê de Plasma de 42 polegadas era de 10.000,00 e uma de LCD do mesmo tamanho custava 17.000,00.

Um aparelho de DVD para carro, da marca JVC, com tela de 7 polegadas, custava 7.500,00. Uma filmadora Panasonic SDR-S100, gravando num cartão de memória de 2 gigas, 25 minutos em qualidade alta, custava 5.000,00.

Os notebooks também eram caros, segundo essa revista de 2005. Um HP Pavillion com tela de 14 polegadas, processador Pentium M, 512 megabytes de memória e disco rígido de 100 gigabytes, custava 7.400,00. Um notebook Lenovo com disco de 60 gigas custava 7.700,00. O computador de mesa IMAC G5 da Apple, com tela de 20 polegadas, memória de 512 megas e disco de 250 gigas custava 8.300,00. O Dell Dimension 5150, também de mesa, com 512 megas e 80 gigas, monitor de 17 polegadas, custava 3.000,00.

Máquinas fotográficas digitais são outros produtos que tiveram avanços significativos, tanto em quantidade de megapixels como redução de preços. Uma Panasonic de 5 megapixels custava 2.000,00, uma HP Photosmart de 5,1 megapixel e 5 vezes de zoom custava 2.500,00, enquanto uma Sony T7, com 5,1 megapixels, custava 2.500,00. Uma máquina fotográfica profissional da Nikon, de 6,1 megapixels e zoom de 3 vezes, objetiva 18-70 mm, custava 9.475,00.

Outro setor com grande evolução foi o dos celulares. Um Motorola com câmera de 1,2 megapixels e tocando MP3 custava 2.000,00. Um Siemens CX75 custava 1.100,00 e um LG ME 500, com 1,3 megapixel na câmera, memória de 8 megabytes, custava 1.500,00. O Samsung D5500 custava 1.480,00. Comparados aos celulares de hoje, são verdadeiros dinossauros.

As reportagens dessa edição da VEJA mostravam assuntos como a alta definição na televisão (HDTV), onde o Brasil ainda estava pensando em qual sistema aderir, enquanto outros países já tinham as suas há vários anos. O engenheiro Jean Paul Jacob, entrevistado pela revista, ao ser perguntado quais as inovações tecnológicas que serão incorporadas ao cotidiano das pessoas nos próximos anos, respondeu "costumo dizer que o celular está se transformando numa espécie de canivete suíço digital, que oferece, ao mesmo tempo, cada vez mais e variados serviços. A convergência tecnológica ocorre de forma espetacular nos celulares. Cada vez mais esse aparelhinho funcionará como um computador, que permitirá ouvir músicas, ver vídeos, transmitir dados, acessar a Internet e caixas eletrônicos. (...) Uma boa tecnologia é a que se traduz numa ferramenta que permite solucionar problemas ou criar situações socioeconômicas, culturais e políticas desejáveis. (...) A web colocou o homem no centro do universo. Hoje a grande demanda, em termos de tecnologia, é poder acessar e conectar pessoas, informações e entretenimento a qualquer hora e em qualquer lugar. E, de preferência, que caibam no bolso ou na bolsa".



Escrito por José Carlos Daltozo às 08h53
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Porque usamos o vocábulo FEIRA nos dias da semana?

Somente na língua portuguesa é que os nomes dos dias da semana terminam em "feira", os demais povos do Ocidente continuam reverenciando os astros e os deuses pagãos da antiguidade para essa denominação. O imperador romano Constantino, nos primeiros séculos depois de Cristo, determinou que a semana começasse pelo Domingo (no latim, Dies Dominicus, o dia do Senhor). Feira vem de "feria" que, em latim, significa data festiva, ocasião em que as pessoas aproveitavam para fazer negócios, ir à feira. Eram sagrados o sábado, oriundo da palavra shabat, descanso em hebraico, lembrando o dia que Deus descansou, o sétimo dia. A semana, começando no domingo, é composta de segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira e sábado.

Portugal, como foi dominado pelos romanos, passou a utilizar essa nomenclatura a partir do ano de 563, após um concílio da Igreja Católica na cidade de Braga. E ela continuou séculos afora a ser adotada naquele país, até os dias atuais. O Brasil, colonizado por portugueses, também adotou essa nomenclatura.

No latim litúrgico os dias da semana eram Dies Dominica, Feria Secunda, Feria Tertia, Feria Quarta, Feria Quinta, Feria Sexta e Sabbatum.

Mesmo a Itália, que foi sede do Império Romano na Antiguidade, continua utilizando os deuses lendários e os astros para denominar os dias da semana: Domenica - do latim Dominus, Dia do Senhor, Lunedì - dia da Lua (Luna), Martedì - dia de Marte (Marte), Mercoledì - dia de Mercúrio (Mercurio), Giovedì - dia de Júpiter (Giove), Venerdì - dia de Vênus (Venere), Sabato - do latim Sabbatum.

Na lingua espanhola a segunda-feira é lunes (dia da Lua), terça-feira é martes (dia de Marte), quarta-feira é miércoles (dia de Mercúrio), quinta-feira é jueves (dia de Júpiter), sexta-feira é viernes (dia de Vênus).

Em inglês as denominações são: Domingo - Sunday (Dia do Sol), Segunda-feira - Monday (Dia da Lua), Terça-feira - Tuesday (Dia de Tyr), Quarta-feira - Wednesday (Dia de Woden), Quinta-feira - Thursday (Dia de Thor), Sexta-feira - Friday (Dia de Freyja) e Sábado - Saturday (Dia de Saturno). Tyr é um Deus nórdico da guerra, Woden (ou Odin) é o Deus supremo dos nórdicos e pai de Tyr, Thor é o Deus do trovão, Freyja é mulher de Woden e Deusa da beleza.

Uma curiosidade é que, em português, os dias da semana são escritos sempre iniciando com letra minúscula e em inglês sempre com letra maiúscula.

Outra curiosidade é que o acordo ortográfico da Língua Portuguesa, em vigor a partir de 2009, eliminou o hífen em muitas palavras compostas, mas permaneceu em algumas. Os dias da semana entraram nessa exceção, portanto, continuam com hífen. Vejamos a regra: "Continua existindo hífen em palavras compostas por justaposição que formam uma unidade semântica, ou seja, nos termos que se unem para formam um novo significado: tio-avô, porto-alegrense, luso-brasileiro, tenente-coronel, segunda-feira, conta-gotas, guarda-chuva, arco-íris, primeiro-ministro, azul-escuro.

 

 



Escrito por José Carlos Daltozo às 08h53
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Coloque um pouco de poesia em sua vida

"Assim eu quereria o meu último poema / Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais / Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas / Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume / A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos / A paixão dos suicidas que se matam sem explicação."

Os versos acima, que levam o título de "O último poema", são simples mas significativos da extensa obra de Manuel Bandeira. Ele nasceu em Recife, no dia 19 de abril de 1886. Passou parte da infância na capital pernambucana e parte no Rio de Janeiro, matriculado no Colégio Pedro II. Terminou o curso de Humanidades e mudou para São Paulo, para cursar arquitetura na Escola Politécnica. Adoeceu dos pulmões em fins de 1904, abandonou os estudos e voltou ao Rio. Teve longa peregrinação por lugares de bom clima, em busca de repouso e cura. Em 1927 viajou para a Suíça, para se curar num sanatório. Foi um dos precursores do verso livre na poesia, tendência confirmada na Semana de Arte Moderna de 1922. Publicou seu primeiro livro em 1917. Faleceu no Rio de Janeiro, em13 de outubro de1968, aos 82 anos de idade. Foi, além de poeta, tradutor e professor de literatura.

Um dos seus poemas mais famosos é "Vou-me embora pra Pasárgada". Utilizou o nome de uma cidade da antiga Pérsia, que Bandeira leu num livro e guardou na memória. Nesse poema, Pasárgada tem o sentido de lugar ideal, um país das delícias onde só acontecem coisas boas. Ou seja, uma utopia. Reproduzo trechos abaixo:

"Vou-me embora pra Pasárgada / Lá sou amigo do rei / Lá tenho a mulher que eu quero / Na cama que escolherei / Vou-me embora pra Pasárgada.

Vou-me embora pra Pasárgada / Aqui eu não sou feliz / Lá a existência é uma aventura / De tal modo inconsequente / Que Joana a Louca de Espanha / Rainha e falsa demente / Vem a ser contraparente / Da nora que nunca tive.

E como farei ginástica / Andarei de bicicleta / Montarei em burro brabo / Subirei no pau-de-sebo / Tomarei banhos de mar! / E quando estiver cansado / Deito na beira do rio / Mando chamar a mãe d'água / Pra me contar as histórias / Que no meu tempo de menino / Rosa vinha me contar / Vou-me embora pra Pasárgada."



Escrito por José Carlos Daltozo às 08h52
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O DNA de Martinópolis, no interior paulista

O atual território do município de Martinópolis já pertenceu a Regente Feijó, a Presidente Prudente, a Sorocaba e até a São Paulo. Parece exagero dizer isso, mas é a verdade histórica. Basta seguir a cadeia de emancipações municipais, desde o surgimento da capital paulista, que ocorreu em 25 de Janeiro de 1554. Por não existir nenhuma outra vila desde São Paulo até as barrancas do rio Paraná, a capital paulista dominava toda esta vasta região. Naquela época só existiam as vilas litorâneas de São Vicente (a primeira cidade organizada do Brasil), Santos, Itanhaém e Cananéia.

Vamos aos fatos. O município de Martinópolis foi criado pelo decreto nº 9775/38, de 30 de Novembro de 1938, publicado no Diário Oficial do Estado em 19 de Dezembro de 1938. Instalado oficialmente em 29 de Janeiro de 1939, foi desmembrado administrativamente de Regente Feijó, que havia se tornado independente de Presidente Prudente em 1935. Prudente, por sua vez, havia sido desmembrado em 1921 do antigo município de Conceição de Monte Alegre (hoje um simples distrito de Paraguaçu Paulista). Conceição havia se emancipado em 1891, após desmembramento de Campos Novos Paulista. Esta cidade, por sua vez, se emancipou de Santa Cruz do Rio Pardo em 1885. Santa Cruz, criada em 1876, foi um desmembramento de Lençóis Paulista, que havia sido criada em 1865, tendo sua origem em Botucatu. O município de Botucatu foi criado em 1855, tendo sua origem em Itapetininga, o qual resultou do desmembramento, em 1770, de Sorocaba. Esta cidade foi criada em 1661, após o desmembramento de Santana de Parnaíba, que havia surgido em 1625, desmembrada de São Paulo, fundada em 1554 e município criado em 1560.

Resumindo o DNA de Martinópolis: São Paulo (fundado em 1554 e município autônomo em 1560), Santana do Parnaíba (1625), Sorocaba (1661), Itapetininga (criado em 1770), Botucatu (1855), Lençóis Paulista (1865), Santa Cruz do Rio Pardo (1876), Campos Novos Paulista (1885), Conceição de Monte Alegre (1891), Presidente Prudente (1921) e Regente Feijó (1935).

Pode parecer confuso, mas é incontestável. Quando havia poucas cidades dentro do nosso estado, os territórios de cada uma eram gigantescos. Foram surgindo novas povoações que cresceram e se tornaram cidades, cujos limites territoriais foram sendo paulatinamente desmembrados. E assim foi formada a cadeia de surgimento de municípios paulistas. Seria o caso, só para citar um exemplo, se os nossos atuais distritos de Teçaindá e Vila Escócia conseguissem emancipação, Martinópolis perderia cerca da metade de sua atual área territorial, que hoje é de 1.254 quilômetros quadrados.

 



Escrito por José Carlos Daltozo às 08h52
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